Dando
continuidade ao livro Carolina Maria de Jesus
Como
registrado neste blog do dia 06 de setembro, continuo lendo para os alunos
trechos do livro e após a leitura debatemos sobre o foi lido.
No
dia 13 de setembro li o registro do diário do dia 11/6 onde Carolina usou a
expressão “fui carregar água”. Essa expressão gerou polemica na sala. Os alunos
perguntaram: O é “carregar água”? Não tinha água em casa? Como ela fazia para
tomar banho e fazer a comida?
Essas
dúvidas foram registradas no quadro e ao lado delas fui anotando as certezas
que os alunos iam levantando. Essa atividade de dúvidas e certezas foi
trabalhada com a turma no inicio do ano como trabalho do PAs.
O registro dessa atividade pode ser vista no
blog Blogger: Projeto Pedagógico em Ação 2017, https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2944661325209460700#editor/target=post;postID=1899977319057290077;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=13;src=postnamet.
O quadro (1) das
dúvidas e das certezas provisoriamente foi estruturado da seguinte maneira:
DÚVIDAS
|
CERTEZAS
|
1.
Não tinha água? 2.
Usava uma lata?
3.
Como ela cozinhava e tomava
banho?
|
1. Não tinha água na casa.
2. Ela carregava a água.
3. Usava a água do balde
|
Voltando ao assunto,
conversamos sobre o que essa expressão significava.
Expliquei que no ano em
que a Carolina havia escrito o seu diário, ela morava em uma favela da cidade
de São Paulo, mostrei no globo que uma aluna havia trazida para a sala quando
desejou descobrir onde ficava a cidade, e que não havia canos que levavam a
água e o esgoto como temos atualmente.
Como a explicação foi
oral combinamos que no dia 15/9 iriamos até a sala da informática e
pesquisaríamos o significado da expressão e olharíamos imagens que
representassem a cena descrita no livro.
O que observo nos
alunos é uma curiosidade muito grande em relação a figura da Carolina e a sua
vida.
Paulo Freire em sua
obra “Pedagogia da Autonomia”, fala o quanto é importante a curiosidade em sala
de aula, na vida das pessoas. Não podemos engolir aquilo que nós somos
despejados como uma verdade única, que devemos ir além, ser curioso mesmo nas nossas
curiosidades. Quanto mais a
curiosidade espontânea se intensifica e se alegra, tanto mais
epistemologicamente vai se tornando. Um dos saberes fundamental à prática
educativo-crítica é o que adverte da necessária promoção da curiosidade
espontânea para curiosidade epistemológica.
Referência:
FREIRE, Paulo.
Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43. ed.,
São Paulo: Paz e Terra, 2011.
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