quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Dando continuidade ao livro Carolina Maria de Jesus

            Como registrado neste blog do dia 06 de setembro, continuo lendo para os alunos trechos do livro e após a leitura debatemos sobre o foi lido.
            No dia 13 de setembro li o registro do diário do dia 11/6 onde Carolina usou a expressão “fui carregar água”. Essa expressão gerou polemica na sala. Os alunos perguntaram: O é “carregar água”? Não tinha água em casa? Como ela fazia para tomar banho e fazer a comida?
            Essas dúvidas foram registradas no quadro e ao lado delas fui anotando as certezas que os alunos iam levantando. Essa atividade de dúvidas e certezas foi trabalhada com a turma no inicio do ano como trabalho do PAs.
O quadro (1) das dúvidas e das certezas provisoriamente foi estruturado da seguinte maneira:
DÚVIDAS
CERTEZAS

      1.      Não tinha água?                                        2.      Usava uma lata?
      3.      Como ela cozinhava e tomava banho?

         1.   Não tinha água na casa.
      2.   Ela carregava a água.
      3.    Usava a água do balde    

Voltando ao assunto, conversamos sobre o que essa expressão significava.
Expliquei que no ano em que a Carolina havia escrito o seu diário, ela morava em uma favela da cidade de São Paulo, mostrei no globo que uma aluna havia trazida para a sala quando desejou descobrir onde ficava a cidade, e que não havia canos que levavam a água e o esgoto como temos atualmente.
Como a explicação foi oral combinamos que no dia 15/9 iriamos até a sala da informática e pesquisaríamos o significado da expressão e olharíamos imagens que representassem a cena descrita no livro.
O que observo nos alunos é uma curiosidade muito grande em relação a figura da Carolina e a sua vida.
Paulo Freire em sua obra “Pedagogia da Autonomia”, fala o quanto é importante a curiosidade em sala de aula, na vida das pessoas. Não podemos engolir aquilo que nós somos despejados como uma verdade única, que devemos ir além, ser curioso mesmo nas nossas curiosidades. Quanto mais a curiosidade espontânea se intensifica e se alegra, tanto mais epistemologicamente vai se tornando. Um dos saberes fundamental à prática educativo-crítica é o que adverte da necessária promoção da curiosidade espontânea para curiosidade epistemológica.

Referência:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43. ed., São Paulo: Paz e Terra, 2011. 

  Postado pelo 13/9


domingo, 24 de setembro de 2017


           Hoje vou postar imagens do passeio ao Acampamento Farroupilha no dia 20 de setembro.

Colega da A12

Professoras Jéssica e Cris

Na chama Farroupilha

Paçoquinha de erva mate feita na escola

Na entrada do Acampamento Farroupilha

           Hoje passamos todo o dia no Acampamento Farroupilha.
         Visitamos vários piquetes e espaços como a RBS, Grêmio, Internacional e outros.
      Almoçamos em um piquete sendo que o almoço foi um tipo carreteiro, feijão e salada.
        Os alunos adoraram poderem vivenciar a história do povo gaúcho mais de perto.


“(...) cultura é um sistema de símbolos que uma população cria e usa para organizar-se, facilitar a interação e para regular o pensamento”. (TURNER, Jonathan H. p.46.)


       A escola, enquanto meio educacional deve oportunizar didáticas e metodologias que facilitem a compreensão sobre a cultura. A atuação do professor principalmente nas séries iniciais deverá ser planejada e coerente. A escola, muitas vezes, é o espaço onde, pela primeira vez, as crianças vivem situações de grupo e não são mais os centros das atenções, sendo que as experiências vividas nesta fase darão para um desenvolvimento saudável durante o resto de sua vida

Referência:

TURNER, Jonathan H. Sociologia Conceitos e Aplicações. São Paulo: Ed Markon. p.46.

                              
                               
   



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

      No dia 19  de setembro fomos visitar o acampamento Farroupilha.
   Essa visita tinha como objetivo que os alunos pudessem conhecer as nossas tradições. Mas essa atividade não foi uma atividade isolada.
    Iniciamos no dia 12 de setembro a Hora Cívica e, nesse mesmo dia, iniciamos a trabalhar a história do Rio Grande do Sul. Seus costumes, sua cultura e alimentação.

     A melhor maneira de apresentar a nossa história foi por intermédio do livro Marieta da escritora Leia Cassol.


         Após a leitura do livro começamos a montar um painel sobre o nosso estado com atividades referentes a cultura gaúcha.









     Levei aos alunos  um poema escrito por meu pai para o meu irmão levar para o colégio quando ele tinha 7 anos.

GAÚCHO!
FORTE ALTANEIRO
DO SUL E DO NORTE
ELE É BRASILEIRO

     


quarta-feira, 13 de setembro de 2017


Dando continuidade ao livro Carolina Maria de Jesus (2)

         Como registrado neste blog do dia 06 de outubro, continuo lendo para os alunos trechos do livro e após a leitura debatemos sobre o foi lido.
         No dia 13 de setembro li o registro do diário do dia 11/6 onde Carolina usou a expressão “fui carregar água”. Essa expressão gerou polemica na sala. Os alunos perguntaram: O é “carregar água”? Não tinha água em casa? Como ela fazia para tomar banho e fazer a comida?
         Essas dúvidas foram registradas no quadro e ao lado delas fui anotando as certezas que os alunos iam levantando. Essa atividade de dúvidas e certezas foi trabalhada com a turma no inicio do ano como trabalho do PAs.
O quadro (1) das dúvidas e das certezas provisoriamente foi estruturado da seguinte maneira:
DÚVIDAS
CERTEZAS

Não tinha água?
Usava uma lata?
Como ela cozinhava e tomava banho?

         Não tinha água na casa.
Ela carregava a água.
Usava água para fazer comida.

Voltando ao assunto, conversamos sobre o que essa expressão significava.
Expliquei que no ano em que a Carolina havia escrito o seu diário, ela morava em uma favela da cidade de São Paulo, mostrei no globo que uma aluna havia trazida para a sala quando desejou descobrir onde ficava a cidade, e que não havia canos que levavam a água e o esgoto como temos atualmente.
Como a explicação foi oral combinamos que no dia 15/9 iriamos até a sala da informática e pesquisaríamos o significado da expressão e olharíamos imagens que representassem a cena descrita no livro.
O que observo nos alunos é uma curiosidade muito grande em relação a figura da Carolina e a sua vida.
Paulo Freire em sua obra “Pedagogia da Autonomia”, fala o quanto é importante à curiosidade em sala de aula, na vida das pessoas. Não podemos engolir aquilo que nós somos despejados como uma verdade única, que devemos ir além, ser curioso mesmo nas nossas curiosidades. Quanto mais a curiosidade espontânea se intensifica e se alegra, tanto mais epistemologicamente vai se tornando. Um dos saberes fundamental à prática educativo-crítica é o que adverte da necessária promoção da curiosidade espontânea para curiosidade epistemológica.

Referência:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43. ed., São Paulo: Paz e Terra, 2011. 



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

         Hoje levei para a sala o Livro da Carolina Maria de Jesus, O quarto de despejo. Eu havia comentado com os alunos sobre uma escritora favelada da cidade de São Paulo que escreveu vários livros que foram traduzidos para treze países.
      Eu conversei com os alunos sobre essa escritora que me foi apresentada na Universidade que faço a noite e os alunos ficaram curiosos e pediram que eu levasse o livro. Como havia encomendado e levaria 30 dias para  o livro chegar, pedi emprestado no grupo de professores da escola e assim pude apresentar o livro aos alunos.
         O livro ficou na sala durante a manhã, em cima da mesa dos materiais coletivos, e a cada aluno que terminava sua tarefa eles podiam olhar e folhear o livro.
         Ao final da manhã, combinamos que seria lido um dia do livro e essa atividade iniciaria no dia seguinte, mas que antes iriamos na sala da informática e pesquisaríamos sobre a Carolina Maria de Jesus suas obras e sua vida.
         Os alunos levantaram alguns questionamentos que foram registrados para serem pesquisados na sala de informática.

Aluno 1: O que é favela?
Aluno 2: Como ela vivia?
Aluno 3: Por que ela escrevia?
          
          No dia seguinte fomos para a informática e em trios os alunos digitaram o nome da escritora e foram realizando algumas descobertas que foram sendo salvas na pasta da turma.
          O resultado da pesquisa foram algumas imagens que  chamou muito a atenção da turma:

                   


                               


         Fomos na sala da supervisão e pedi para imprimir as imagens que a turma selecionou durante sua pesquisa.
            Montamos o cantinho da Carolina Maria de Jesus na sala e combinamos que eu vou ler um dia ou dois dias do livro O quarto de despejo. 
            A expectativa para o inicio da leitura do livro está muito grande.

                                      " Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos                                                   alguma coisa. Por isso, aprendemos sempre". Paulo Freire

sexta-feira, 1 de setembro de 2017


          Hoje desafiei os alunos a usarem um jogo das Tirinhas da turma da Mônica.
         Três alunos jogaram montando três histórias diferentes e a registraram no quadro para podermos conversar sobre a história criada.

          


         Como a turma está avançando em sua aprendizagem e agora estão enfrentando uma nova aventura, a de produzir histórias, procurei buscar atividades diferentes para incentivar a criatividade individual de cada aluno.
       No vídeo Fernando Becker – TED x Unisinos, o professor Fernando Becker coloca que na sala de aula o aluno deve ser o produtor, o protagonista da sua própria aprendizagem, considero que ao possibilitar que o aluno tenha diferentes materiais que o  autorizam a produzir suas próprias ideias.
       O material do jogo foi oferecido para a sala da SIR e a professora Paloma registrou as diversas produções textuais escritas ou orais produzidas por seus alunos.