segunda-feira, 19 de março de 2018




Ser iguais, mas diferentes. Como  será isso na prática?

           Esse vídeo de 2012 apresenta uma realidade muito atual alias que não sai da moda ou das pautas da sociedade exatamente por ser um tema que embora seja muito discutido e trabalhado em todas as esferas da sociedade ainda acontecem situações onde o ser diferente é visto como algo anormal. Algumas pessoas fazem questão de tentar mostrar por gestos ou palavras que para elas não existem diferenças, mas se observar de muito perto veremos que sua prática não é tão especial.
            Esse ano a turma A15[1] é composta por 22 alunos sendo desses 11 meninos e 11 meninas, dessas meninas uma aluna tem SD[2] e outra aluna tem PC[3]. A inclusão de alunos, com deficiência na escola é sem dúvidas um grande desafio que envolve pais, alunos e todos os profissionais de educação envolvidos no contexto do aluno. 
Contudo outro ponto importante que trago é a articulação entre os serviços existentes na escola, SOP, SIR e direção são importantes para darem suporte pedagógico e por que não emocional para os professores e famílias. O estudo sobre currículo adaptado as necessidades do aluno de inclusão provoca algumas inquietações e uma delas é o fato de não ter uma proposta baseada nas potencialidades e sim nas dificuldades.
Muito algum tempo fiquei sumida desse blog exatamente por precisar refletir e repensar meu fazer pedagógico.            
Trabalho há muito tempo e nesses anos sempre tive um ou até mais alunos que requeriam um olhar mais detalhado e até mesmo especial em função das suas necessidades.
A inclusão de alunos com NEE na escola é sem dúvidas um grande desafio que envolve pais, alunos e todos os profissionais de educação envolvidos no contexto do aluno. A legislação garante que as escolas aceitem qualquer aluno com NEE no ato da matrícula. Os professores enfrentam questões completamente novas em sala de aula, para atender às demandas específicas de um aluno com deficiência e ao mesmo tempo dividir a atenção com o restante da turma.
Isso é perfeitamente possível, desde que o professor seja orientado em sua tarefa pedagógica. As ações pedagógicas devem ser cuidadosamente planejadas e as atividades ajustadas e adaptadas para que atendam às necessidades específicas desses alunos. Logo, não há uma regra específica, se deve falar para os demais alunos da sala de aula se tem ou não um ou alguns alunos com deficiência. Cada situação é única. Dependendo de como o grupo classe e o professor acolher estes alunos, haverá uma estratégia diferente. O manejo precisa ser ponderado.








[1] A15 – Nomenclatura usada para denominar o primeiro ano do Ensino Fundamental.
[2] SD – Síndrome de Down.
[3] PC – Paralisia Cerebral.

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