Direitos Iguais? Necessidades diferentes?
Trabalhando
com uma aluna com SD[1] procurei
pesquisar alguns pontos que considero relevante para qualificar minha ação
pedagógica com essa aluna.
A
escola deve ser um importante segmento social que contribui para o
desenvolvimento da criança com Síndrome Down, favorecendo o descobrimento de
novas conquistas, estímulo para a linguagem oral e escrita, a comunicação e
expressão. Mas tornou-se um desafio na atualidade trabalhar as diferenças, as
potencialidades e necessidades individuais dos alunos com NEE, sendo um
processo constante na transformação e envolvimento dos educadores da escola de
ensino regular que inclua essa clientela na sociedade educativa, visto que a
lei exige escola de qualidade para todos.
Mas
essa qualidade está, no meu ponto de vista, em alguns aspectos longe de existir
na quase totalidade das escolas públicas.
Na
escola em que trabalho nas em quase todas as turmas do 1º Ciclo tem no mínimo
um aluno com NEE sendo que a escola tem 14 turmas nesse ciclo e em algumas,
como na minha turma, tem mais alunos.
Pois
bem o trabalho é muito lindo, mas como explorar as potencialidades desses
alunos tendo mais 20 ou 22 alunos para contemplar sem um recurso humano para te
auxiliar em sala nos momentos que precisa trabalhar as particularidades desses
alunos?
“Freire
(1986) afirma que o diálogo entre as pessoas com SD são capazes de abrir as
possibilidades de pensar sobre a sua própria realidade. O diálogo gera uma
reflexão conjunta muito importante: “o que sabemos e o que não sabemos” para
atuar nessa realidade. Ele não deve ser visto como uma técnica para adquirir
resultados, mas fecha o relacionamento entre sujeitos cognitivos, diante de um
objeto de conhecimento.” (Maria Lucilene Pereira Dos Santos, 2016, Pag. 38)
No
trabalho de Monografia de Maria Lucilene Pereira dos Santos (2016) encontrei
informações que comtemplaram os aspectos legais do tema como a Constituição de
1988 e a Declaração de Salamanca e também encontrei essa fala referindo-se a Freire.
Essa fala me remeteu ao trabalho que desenvolvo com uma aluna SD onde ocorre
muito dialogo na pratica , reflexão
constante do que foi positivo ou não, o que deve ser mais aprofundado e o que
devo rever por outro ângulo.
Mas referindo ao
trabalho de monografia, quando
inserimos uma criança no contexto escolar é importante que ocorra a sua socialização,
seu aprendizado e a sua formação pessoal. Como todo nos, seres humanos, a
criança com SD possuímos certas habilidades e algumas dificuldades e, além
disso, o aluno com SD apenas possui um ritmo de aprendizado mais lento que os
demais, devido à síndrome. Mas não quero disser com isso que ela não aprenderá
é certo que conforme ela for conhecendo esse mundo letrado seu vocabulário e
aprendizagem será também ampliado principalmente se for respeitado o seu ritmo.
Ver uma criança com SD aprender por pequenas ações, mas significativas, vale o
esforço e o tempo desprendido para planejar e organizar etapas dessas ações
pedagógicas.
Fontes Referência:
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília,
1988.
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA Sobre Princípios, Políticas e Práticas na
Área das Necessidades Educativas Especiais. Disponível em:
Monografia de Santos, Maria
Lucilene Pereira Dos: A importância da alfabetização de crianças com Síndrome
de Down: a inclusão para o ensino regular. Disponível em: http://www.partes.com.br/2013/11/23/a-importancia-da-alfabetizacao-de-criancas-com-sindrome-de-down-a-inclusao-para-o-ensino-regular/
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