sexta-feira, 5 de abril de 2019


Comentando sobre a postagem de sexta-feira, 20 de abril de 2018

Alfabetização e Empowerment Político
Ao pensarmos e analisarmos o termo Empowerment, consideramos que ele parte da ideia de dar às pessoas o poder, a liberdade e a informação que lhes permitam tomar decisões e participar ativamente da organização social.
No texto "Alfabetização e a Pedagogia do Empowerment Político", de Henry Giroux, traz à ideia de que a alfabetização e a ampliação de conhecimento, dos valores e as práticas sociais, devesse ser prioridade na luta por uma sociedade democrática.
Durante a escrita do meu TCC, cito essa expressão do Empowerment.
Paulo Freire (1963) pontuada a cultura em sua proposta político-pedagógica como o processo que, ao dialogar com a realidade, completa na elaboração da identidade do sujeito e ao seu sentimento de pertencimento. Essa dialética entre realidade e cultura promove o conhecimento, tornando-o significativo entre educandos e educadores. Para Freire esse torna a cultura um instrumento de libertação.
Outro aspecto levantado por Freire (1967) em um dos comentários é que “Quanto mais me torno capaz de me afirmar como sujeito (...)”, está explanando que precisamos nos auto afirmar partindo do que nos é conhecido, como a cultura, para poder identificar-se como um ser responsável pelo seu conhecimento. Ainda nessa linha de pensamento, para esse autor, quando ocorre uma padronização, sendo de ideias ou de outro tópico, perdemos nossa liberdade que sustenta a descoberta do sujeito como um ser único.
Com isso, ao almejar por uma prática educativa democrática, Freire enfatiza que todo sujeito tem direito qualidade de vida independente do seu contexto sociocultural, o sensibilize com dificuldades e problemas que surgem em sua vida para poder ajudar as pessoas que o cercava. Esse sentimento de comprometimento com a necessidade e direito do outro, foram fatores decisivos para sua formação intelectual. Freire buscou adaptar-se com a cultura e as particularidades dos costumes, crenças e expressões populares próprias dos outros locais em que viveu, principalmente durante o exílio, relacionando-os com os da sua terra natal.
Além disso, a escola e o educador devem assumir uma grande responsabilidade no intuito de que os alunos consigam compreender a dimensão mais profunda do processo de aprendizagem. A intervenção deve acontecer no ato consciente do processo de ensino-aprendizagem, momento em que o educador crítico questiona os alunos para que eles percebam a dimensão das coerções sociais que estabelecem as assimetrias entre os sujeitos que detêm ou não o poder. Assim, os alunos assumem uma postura crítica quando entendem como e o que constitui uma consciência do mundo, já que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Isso porque a consciência do mundo se constitui na relação


Fonte de referência:

GIROUX, Henry.Alfabetização e a Pedagoia do Empowremente Político. In: FREIRE, Paulo e MACEDO, Donaldo. Alfabetização:Leitura da palavra, leitura do mundo.


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