Comentando sobre a postagem de
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Alfabetização e Empowerment
Político
Ao pensarmos e
analisarmos o termo Empowerment, consideramos que ele parte da ideia de dar às
pessoas o poder, a liberdade e a informação que lhes permitam tomar decisões e participar
ativamente da organização social.
No
texto "Alfabetização e a Pedagogia do Empowerment Político", de
Henry Giroux, traz à ideia de que a alfabetização e a ampliação de
conhecimento, dos valores e as práticas sociais, devesse ser prioridade na luta
por uma sociedade democrática.
Durante a escrita do
meu TCC, cito essa expressão do Empowerment.
Paulo Freire (1963)
pontuada a cultura em sua proposta político-pedagógica como o processo que, ao
dialogar com a realidade, completa na elaboração da identidade do sujeito e ao
seu sentimento de pertencimento. Essa dialética entre realidade e cultura promove
o conhecimento, tornando-o significativo entre educandos e educadores. Para
Freire esse torna a cultura um instrumento de libertação.
Outro aspecto levantado
por Freire (1967) em um dos comentários é que “Quanto mais me torno capaz de me
afirmar como sujeito (...)”, está explanando que precisamos nos auto afirmar
partindo do que nos é conhecido, como a cultura, para poder identificar-se como
um ser responsável pelo seu conhecimento. Ainda nessa linha de pensamento, para
esse autor, quando ocorre uma padronização, sendo de ideias ou de outro tópico,
perdemos nossa liberdade que sustenta a descoberta do sujeito como um ser
único.
Com isso, ao almejar
por uma prática educativa democrática, Freire enfatiza que todo sujeito tem
direito qualidade de vida independente do seu contexto sociocultural, o
sensibilize com dificuldades e problemas que surgem em sua vida para poder
ajudar as pessoas que o cercava. Esse sentimento de comprometimento com a
necessidade e direito do outro, foram fatores decisivos para sua formação
intelectual. Freire buscou adaptar-se com a cultura e as particularidades dos
costumes, crenças e expressões populares próprias dos outros locais em que
viveu, principalmente durante o exílio, relacionando-os com os da sua terra
natal.
Além disso, a
escola e o educador devem assumir uma grande responsabilidade no intuito de que
os alunos consigam compreender a dimensão mais profunda do processo de
aprendizagem. A intervenção deve acontecer no ato consciente do processo de
ensino-aprendizagem, momento em que o educador crítico questiona os alunos para
que eles percebam a dimensão das coerções sociais que estabelecem as
assimetrias entre os sujeitos que detêm ou não o poder. Assim, os alunos
assumem uma postura crítica quando entendem como e o que constitui uma
consciência do mundo, já que a leitura do mundo precede a leitura da palavra.
Isso porque a consciência do mundo se constitui na relação
Fonte de referência:
GIROUX, Henry.Alfabetização e a Pedagoia
do Empowremente Político. In: FREIRE, Paulo e MACEDO,
Donaldo. Alfabetização:Leitura da palavra, leitura do mundo.
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