domingo, 30 de agosto de 2015

APRENDIZAGEM NA APRESENTAÇÃO DO WORKSHOP
                                                                                                                 Mariângela Mastalir

Já venho postando no blog como ocorreu o processo de preparação e organização do workshop no final do Iº Semestre e as diferentes aprendizagens que foram conquistadas durante esse processo. Hoje pretendo colocar como foi e como senti a apresentação deste grande dia.
Neste dia, fui “abençoada” em ser uma das últimas para se apresentar. Meu Deus! Que sufoco! E, além disso, deveríamos fazer uma pergunta para uma colega que teria sido sorteada no inicio da noite, que teria sido sorteada previamente, referente à sua apresentação. A colega à qual deveria fazer uma pergunta foi a Martina, que alias fez uma apresentação maravilhosa.
Bem, foi angustiante ficar sentada e ver as apresentações das colegas e ouvir suas ideias e angustias que também eram as minhas, e observar que suas apresentações estavam em um formato diferente da minha. Que sufoco, começou a bater uma insegurança.


 “(...). Neste esforço a que me vou entregando, recrio, e revivo, no texto que escrevo a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra.” A Importância do ato de ler,(pg 13) Paulo Freire, 1982.


Pensando nesta citação, considero que como Paulo Freire,  (http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/video/livro_fotobiografico.pdf) o ato de ler e reler as escritas que fazem parte do nosso processo de aprendizagem e fico considerando que todos os passos que foram preparando até chegar nesse momento foram importantes para poder consolidar a aprendizagem, dolorida e sofrida, mas com significados importantes para o meu crescimento como ensinante e ensinado. Portanto, foi preciso parar e reler todo o meu trabalho, inclusive a síntese que havia imprimido, para avaliar se a minha apresentação estava dentro ou próximo ao conteúdo das outras apresentações. Além disso, pude observar que a minha apresentação acompanhava minha linha de pensamento e que embasava como havia ocorrido minha aprendizagem no decorrer deste semestre.
Muito bem, chegou a hora da apresentação!
No momento em que fiquei frente à professora, tutoras e colegas, iniciei a apresentação colocando um breve relato oral de algumas dificuldades que passei no decorrer do semestre que não eram do curso, mas que infelizmente atrapalharam o seu processo. Precisei fazer este relato em função dos muitos sentimentos que bloquearam e impossibilitaram um maior aproveitamento do curso.
Mas, voltando á apresentação, surpreendentemente fiquei tranquila e pude apresentar por meio da síntese o que foi significativo e a relação entre as disciplinas. Nesse momento a minha preocupação era não estourar o tempo em função do vídeo que pretendia apresentar ao final da apresentação que, para mim, era a representação de todos os conceitos vistos e aprendidos nas disciplinas vistas por meio de imagens muito significativas.
Agora, considero que consegui ao término da apresentação deixar muitos pontos positivos e poucos negativos. Estou pronta para as novas etapas que virão a cada semestre.



           
           



             




domingo, 23 de agosto de 2015

ELABORANDO O TEXTO E A SÍNTESE DO TRABALHO
Mariângela Mastalir


Nova etapa!
Na postagem do dia 22/8 coloquei o quanto foi difícil iniciar o texto, ou melhor, a tarefa de pensar no workshop. O que deixei de comentar é que inicialmente havia pensado em elaborar o texto em cima de fotos ou imagens que pudessem vincular às disciplinas e ao mesmo tempo representar a aprendizagem que tive nesse semestre. Como não consegui descobrir nenhuma imagem, fui para a internet olhar alguns vídeos e com uma grande surpresa encontrei o vídeo educação e Vida.
No momento em que assisti ao vídeo pude sentir que todas as ideias do documento estavam presentes e pude avaliar o meu movimento de aprendizagem pelo qual passei no semestre. Esse vídeo logo que ao assisti me remeteu as disciplinas e ao momento que estava passando no meu local de trabalho.
Com o vídeo selecionado e com o rascunho do documento, iniciei a síntese do trabalho para a apresentação no dia do workshop.
Rever ideias colocadas no documento e relacioná-las com o vídeo permitiu que eu analisasse a minha própria prática ou função no meu trabalho e pude considerar que a maior aprendizagem deu-se no meu intimo, ou seja, eu poderia ser a mesma pessoa, mas já não conseguia mais permitir que algumas situações se perpetuassem no meu dia a dia.
Em relação à aprendizagem acadêmica, foi interessante observar que mesmo tendo tido alguns momentos de crise ou dificuldades estava conseguindo caminhar junto com o grupo e que minhas dúvidas eram as mesmas dúvidas dos colegas.
O vídeo apresentado até hoje me faz sentir várias emoções, mas a mais importante é a de uma imensa felicidade em saber que sou EU que decido o meu destino e minha aprendizagem.






Link do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=mNlgV5i7um4



sábado, 22 de agosto de 2015

PREPARANDO O WORKSHOP
Mariângela Mastalir
Ao final do primeiro semestre no meio de muitas atividades, loucuras no trabalho e questões pessoais precisou preparar, para o encerramento do semestre, o Workshop onde deveria apresentar como se deu a minha aprendizagem em relação às disciplinas:
·       CURRICULO E PPP;
·       SEMINÁRIO INTEGRADOR;
·       SOCIEDADE E CULTURA;
·       CORPORIEDADE.
Muito bem! Sentei em frente ao computador e tentei buscar em ideias do que ou como deveria escrever sobre a minha aprendizagem. Não consegui pensar em nenhuma ideia.
No dia seguinte fui à casa da colega Márcia onde verificamos as atividades que faltavam e levantamos sugestões do que poderíamos elaborar o documento do workshop. Após um tempo retornei à minha casa onde “armada” com uma caneta e papel, ainda sou das antigas, iniciei o traçado do texto. Mas como foi difícil dar inicio ao texto. Como iniciaria? Como falar da minha família e suas expectativas em relação ao curso? Como havia me sentido ao saber que havia passado na UFRGS? Muitos sentimentos conflitantes estavam borbulhando e ao mesmo tempo algumas ideias foram aparecendo e fui anotando o que havia aprendido em cada disciplina. Mas não pude deixar de sentir e até mesmo colocar no texto o quanto no final do semestre percebi que não havia uma divisão entre as disciplinas, ou seja, uma contemplava a outra.
Para construir este texto foi necessário parar e autoanalisar o meu processo de aprendizagem e reavaliar o que realmente havia aprendido. Além disso, foi importante analisar o formato do texto e sua estrutura. Já havia escrito textos com uma estrutura mais formal, mas o receio de cometer algum erro de digitação ou escrita e assim baixar a qualidade que estava buscando.


Então, quando considerei o texto com uma boa qualidade estrutural, o enviei para a tutora Betynha que analisou e encaminhou algumas modificações no texto. Esta nova etapa de revisar e qualificar a escrita foi muito interessante pois pude reler com outros olhos e assim melhorar o que já considerava bom.
No final do trabalho pude perceber que minha aprendizagem deu-se por diferentes caminhos alguns tortuosos que em alguns momentos quase me fizeram desistir, mas com os diferentes apoios consegui permanecer atuante. Foi difícil, mas não complicado passar pelo semestre. E posso colocar que pude perceber no decorrer desta atividade as relações que unificaram as disciplinas e observar a minha relação com os textos e vídeos que assisti para complementar as tarefas.
RETORNANDO
Mariângela Mastalir

No dia 17/8/2015 deu-se o inicio do segundo semestre do curso de Pedagogia EAD – UFRGS. Nesta noite estavam presentes os professores Rafael Arenhaldt e Cintia Boll as tutoras Betynha, Jaqueline e Daiane.
No primeiro momento os professores colocaram alguns informes administrativos e lembraram a importância de alguns tópicos, como a tabela do tempo e o seminário integrador, que deveria ser revisado e que teriam novas regras. No Seminário Integrador a partir deste semestre deveríamos colocar, no mínimo, um comentário por semana.
No segundo momento, as turmas C e D foram divididas em grupos para avaliarem O seminário Integrador e o Workshop nos seguintes tópicos:
·       Aprendizagem no processo e organização do workshop;
·       Aprendizagem no processo da elaboração do texto e da síntese reflexiva do workshop;
·       Aprendizagem da apresentação do workshop.

CARTAZ DO GRUPO NA APRESENTAÇÃO TURMA D


PREPARAÇÃO
DOCUMENTOESCRITO
(INICIO/FIM)
APRESENTAÇÃO
·       DEDICAÇÃO;
·       REFLEXÃO;
·       INTEGRAÇÃO;
·       PRÁTICAS;
·       AUTOANÁLISE;
·       ACUMULO DE TAREFAS.

·       DÚVIDA;
·       ANSIEDADE;
·       LIMITAÇÃO NA ESTRUTURA DO DOCUMENTO;
·       RESTRUTURAÇÃO DO DOCUMENTO.
·       ANSIEDADE;
·       TEMPO LIMITADO;
·       APRENDIZAGEM COLETIVA;
·       ABORDAGENS DIFERENCIADAS.
SEMINÁRIO INTEGRADOR
·       OBJETIVO CONFUSO, NO PRIMEIRO MOMENTO, REFLEXÃO – IMPORTANTE EM UM ÚNICO LOCAL.

              Após as apresentações dos grupos, que foram muito interessantes e em todos foram pontualmente colocados que o acumulo de tarefas no período de preparação e organização do workshop, foram um ponto negativo, fomos fazer um lanche coletivo para comemorarmos o nosso reencontro.

            No final do lanche, retornamos ao auditório onde recebemos o tema de casa que deveríamos fazer, individualmente, a avaliação que havíamos realizado em grupo.    Agora estou pronta para experimentar novas aprendizagens.


domingo, 26 de abril de 2015


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O passado nos persegue
O passado nos persegue. As pessoas ainda serem vistas como mercadoria de barganha ou de troca é algo inadmissível, mas que infelizmente acontece em qualquer classe social que tenha  a visão de que solidariedade, como  o Sérgio apresenta no filme, é um ideal do moralmente e socialmente  privilegiado para  amparar o menos favorecido. Isto é imoral e acaba repetindo  o sentimento de que para se sentir como eles, favorecidos,  eu devo ser e agir como eles.
As nossas memórias deveriam nos ensinar a aprender a superar nossos erros e injustiças, mas na nossa imaturidade social ainda recriamos hábitos de selvageria e ainda nos mostram que vale tudo pelo direito de termos a liberdade de consumirmos o que desejarmos, pois é o que defini a  nossa democracia. Essa lei do consumo é a mesma lei que data dos nossos antepassados que escravizavam outras pessoas e que detinham o poder de viver ou morrer.
O que nos assusta que ambos filmes  estão bem perto de  nossa  realidade de sociedade,  á desagregação do conceito de cidadania, cresceu com uma visão deturpada da lei. É o momento onde a lei da selva, que é do mais forte. “Jeitinho Brasileiro”, A lei ser invocada só em beneficio próprio, que a lei é para os outros e o querer tirar vantagens. Nossas crianças assistindo tudo de camarote palavras movem, mas exemplos arrastam.
Isso nos  remete ao nosso trabalho em sala de aula, pois muitas vezes trabalhamos  com alunos que estão cumprindo medidas sócio educativas, e adolescentes desamparados, abrigados e na vulnerabilidade social, tentado um resgate da cidadania. Trabalhar o fator inclusão é importante para que todos possam se sentir acolhidos, respeitados. A escola deve ser um lugar onde as crianças sintam vontade de ir, que se sintam seguras, que peçam aos pais para levarem e acima de tudo, um lugar que possibilite o conhecimento, a aprendizagem e que não haja descriminação. A educação sempre esteve inserida dentro da sociedade,  ela serve de manutenção e  impulsiona nosso crescimento enquanto pessoas.
         Para termos uma sociedade mais justa, precisamos trabalhar a educação desde os primeiro anos de vida de um cidadão.Em sala de aula nós podemos mudar e reinventar essas historia, fazendo uma nova abordagem  em aspectos especialmente significativos na tentativa de promover um novo contexto escolar praticas educativas sensível á  adversidade cultural  tudo isso pode ser feito através de um novo currículo, com novos objetivos, com novos conteúdos, com novas estratégias e uma novas formas de avaliação.Com certeza nada  disso será fácil, pois vai requerer esforços para uma mudança de postura e um novo saber, para poder ensinar esse alunos valores e senso critico.


Material redigido em grupo com Rossana Chultes Linhares,Tânia Mariano e Mariângela Mastalir.



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Construindo aprendizagem juntos.


Minha História Profissional

Iniciei minha vida profissional como tia em uma creche particular.
Após um tempo, fui contratada como professora em uma escola infantil que trabalhava na linha construtivista. Foi o meu primeiro contato com uma realidade escolar mais estruturada, onde aconteciam reuniões semanais e estudava teóricos desta linha, planejando as ações e como os alunos seriam avaliados. Esta estrutura organizada possibilitou que eu me apropriasse da identidade de professora. Era importante sempre buscar referencias para embasar o trabalho pedagógico. Nesta escola tive o primeiro contato com um aluno NES. Era um menino autista. Por necessidade de como lidar com este aluno, busquei entender quais seriam suas necessidades e como poderia ajudar a sua socialização e como manejar com este aluno. Foi incrível observar alguns avanços nos dois anos de convivência.
Quando entrei na EMEI Parque dos Maias, a Rede Municipal tinha como Secretaria de Educação Esther Grossi que incentivou o trabalho com o construtivismo.
Nesta época era muito interessante observar nas reuniões pedagógicas as trocas e o quanto estava construindo no fazer pedagógico as linhas de ações com os alunos. A reunião pedagógica mensal acontecia na sexta-feira quando a escola fechava e o grupo de trabalho trocava ideias, observações do que acontecera e faziam o planejamento para o próximo período. Também realizavam combinações sobre as festas cíclicas onde todos deveriam contribuir com materiais e o que cada nível da escola, desde o berçário até o jardim B, deveriam elaborar com seus alunos.
Nos momentos, e foram muitos nesta caminhada, em que as escolas em que trabalhei e trabalho, parou para discutir o PPP, o Regimento Escolar foram muito importante pois participando destes momentos pude acrescentar mais experiências de aprendizagem. Em cada etapa buscava novas falas e embasamento teórico para validar estes documentos. Inclusive,na EMEI Érico Veríssimo quando elaboramos o currículo da escola foram necessários vários encontros onde em cada etapa avaliávamos se o currículo estava realmente caracterizando a comunidade com a qual trabalhávamos.
O que estes movimentos de parada para estudos contribuíram para minha prática profissional?
Muito, pois em cada movimento em que participei fui reavaliando minha prática em sala de aula e revendo que escola quero, o que desejo atingir com o aluno e o principal como pretendo auxiliar na aprendizagem do aluno.
A cada ano de trabalho na rede municipal, sempre tive turmas com alunos NES ou então turmas diferenciadas como BP e A30 onde os alunos estavam com idades distorcidas, mas que ainda não estavam alfabetizados.
Com turmas de progressão (BP), foram anos de intensa aprendizagem pois havia um sentimento de esconder estes alunos pois apresentavam dificuldades de aprendizagem e comportamental. A cada momento, pois em Bp o aluno pode entrar e ser encaminhado para outra turma durante o ano letivo, quando entravam novos alunos geralmente a prioridade era por comportamento ou seja, alunos que algumas colegas professoras não queriam em sua salas. Foi necessário provar após muito trabalho para a supervisão e direção da escola que estas turmas deveriam ter um olhar diferenciado e qual seria o objetivo da montagem da turma. É claro que o aluno que não esta alfabetizado apresenta dificuldades de comportamento e vice-versa. Embasei o meu trabalho, com estas turmas, em Paulo Freire, Rubens Alves e Moacir Gadotti.
Como os alunos tinham idades diferentes foi preciso pesquisar como trabalhar com tantos interesses diferentes. A maioria da turma já demonstrava interesse em trabalhar. Então considerando isto, elaborei com os alunos, e apoio total da direção e supervisão, um projeto onde eles deveriam elaborar como montar uma banca de vendas. O trabalho partir do objetivo do que desejam fazer, então elaboravam o que cada um sabia fazer e como poderiam fazer para alcançar o objetivo da turma. Foram necessárias várias intervenções para auxiliar a turma chegar em um censo comum. Estabelecemos montar no aniversário da escola uma banca de vendas de comidas e bebidas para a comunidade. Partindo dessa ideia, trabalhamos com receitas em sala usando a escrita e leitura, a matemática onde eles calculavam os custos e valor da venda de cada produto visando o lucro, a história envolvida no processo de produtividade da sociedade, a geografia era trabalhada na origem de cada produto usado e a origem de cada receita e em ciências trabalhávamos a necessidade da higiene no preparo dos alimentos.
No preparo das comidas eles dividiram a turma em grupos e cada um ficou responsável em elaborar a comida sob a minha supervisão. Eles também decidiram qual seria a função de cada um e a escala de trabalho no dia da festa. Com o dinheiro arrecadado a turma decidiu o que fariam. Neste ano fomos no cinema e compramos pipoca para cada aluno. Usamos ônibus de linha pagando a passagem de cada aluno. Ao término deste trabalho fiz uma avaliação com a supervisão do que foi aprendido pela turma e o que aprendi com o projeto. Foi interessante parar e avaliar pois pude perceber e registrar que houve um avanço na aprendizagem da turma no conhecimento e no afetivo. A turma no inicio não estava constituída como grupo era cada um por si e que após este trabalho estava muito visível para a escola que agora eles eram um grupo unido e conseguiam se enxergar pertencentes à escola. No decorrer dos outros anos continuamos a este trabalho, mas acrescentei o projeto de filmagem em sala após participar de um curso de cinema onde quatro alunos participaram comigo. O curso foi disponibilizado pela mantenedora para os professores da rede em 2007. Este projeto foi estruturado em parceria com os alunos do curso e os colegas de sala. Eles tinham a função de levar o que aprendiam e aplicar, sob minha supervisão, as mesmas atividades.
A turma também optou que estilo de filmagem realizariam e para isso pesquisamos os diferentes estilos desde documentário até um filme. No primeiro ano fizemos um documentário, no estilo sala de debates, sobre a escola. O roteiro foi escrito e registrado pelos alunos sendo corrigido em aula. A parte da filmagem foi estruturado, com seus diferentes focos, pela turma. Este trabalho envolveu, além da professora referencia, a professora de francês, a professora de educação física No ano seguinte, seguindo este processo, a turma optou por realizar um filme no estilo de Charle Chaplim após analisar diferentes estilos de filmes nacionais e internacionais e pesquisar sobre sobre sua vida e obra. Novamente este trabalho disponibilizou que os alunos trabalhassem a leitura, a escrita e a matemática de uma maneira lúdica e próxima aos seus interesses.
A turma criou o filme; “ As trapalhadas de um trapalhão na usina do Gasômetro.
Foram envolvidas neste trabalho as professora de arte, que montou com os alunos a capa do DVD, e língua estrangeira. Com este filme montei um projeto para participar do professor Excelência da rede e ganhei o terceiro lugar. Fomos comemorar a premiação em um restaurante, a conta foi paga com o dinheiro arrecadado com a banca da turma na festa da escola. No decorrer do tempo os alunos iam avançando em sua aprendizagens, mas acabavam ficando até o final do ano e com isso, mudamos a dinâmica de uma turma de progressão, para finalizarem o trabalho iniciado.
Com as turmas A30 o processo de deu de uma maneira lúdica, onde junto com o grupo de professores da turma buscávamos atividades diferentes para aprenderem o que não haviam conseguido em três ou quatro anos. Em das turmas de A30, tive uma aluna com retardo mental. Esta aluno novamente me obrigou a pesquisar como trabalhar com essa necessidade. Conversando com a supervisão da escola iniciei o trabalho partindo do nome da aluna e criei o saco das palavras conhecidas da aluna, palavras muito repetidas durante as aulas.Foi gratificante observar o crescimento desta aluna.
No final do Iº ano ela já identificava algumas palavras e escrevia o seu nome sem o uso do cartão. Na matemática já conseguia quantificar até três. No ano seguinte, optamos em deixar esta aluna no ano ciclo por visualizarmos possibilidades de avanço e a família solicitou que continuássemos o trabalho, a aluna terminou o ano lendo palavras simples e realizando contas simples de adição até 10 e contas simples de subtração.
Para registrar este trabalho foi elaborado em conjunto com todos os professores um Arquivo Biográfico da turma onde registramos a caminhada e arquivamos trabalhos de todos os trimestres.
É interessante parar agora e relembrar estas situações de aprendizagem, eu aprendi muito com meus alunos, onde como um planejamento consciente da realidade do aluno facilita a participação e envolvimento na sua aprendizagem.
Estas experiências diferentes me transformaram em uma professora desafiadora e inovadora pois aprendi que sempre devo observar meus alunos antes de buscar informações com suas professoras do ano anterior para não estabelecer um pré-conceito.
Além disso ao buscar novas possibilidades de trabalhos e respeitando o PPP da escola, pude construir ações pedagógicas que mudaram o meu olhar e a minha percepção de professora.

Atualmente em meu trabalho, sempre considero o perfil da turma e o que ela esta me falando de suas necessidades. Considero que como professora eu devo estar sempre me transformando junto com a turma buscando novos conceitos que vão auxiliar nesta transformação ou que no minimo possibilitem o acesso dos alunos a novas maneiras de aprender. Como cada aluno tem o seu tempo de aprendizagem e a sua maneira de aprender devo sempre considerar que vou avaliar o aluno por ele mesmo e como se deu o seu processo de aprendizagem.
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Aprendendo a aprender.


Na postagem do dia 22/4/2015 terminei a postagem com a seguinte pergunta: O passado me persegue ou eu persigo o passado?
Hoje vou explorar o  que penso poder explicar esta frase.
O passado faz parte de nós, mas não podemos deixar que ele determine a nossa vida. Aprendemos, ou deveríamos aprender, com ele a como não reproduzirmos o  que não deu certo ou que acabou da maneira diferente do que esperávamos.
Ou talvez não seja nem uma coisa ou outra. Existe uma relação do que vivemos no passado e o que vivemos no presente. Experiências, vivências , sentimentos  e fatos refletem positivamente ou negativamente em nossa vida.Tudo está relacionado e todas as nossas ações (inclusive pensamentos) têm consequências, tanto em âmbito pessoal  como no profissional. O que devemos fazer é aprender com o passado, mas não ficarmos presos a ele. Devemos inclusive, tentar viver mais plenamente o momento presente.
O que realmente importa é avaliarmos as nossas ações para que possamos visualizarmos o que realmente for importante no momento para a nossa vida no geral.

"Todo o passado da humanidade contribuiu para fazer o conjunto de máximas que dirigem os diferentes modelos de educação, cada uma com as características que lhe são próprias. As sociedades cristãs da Idade Média, por exemplo, não teriam sobrevivido se tivessem dado ao pensamento racional o lugar que lhe é dado atualmente". (Émile Durkheim)