segunda-feira, 3 de dezembro de 2018


REVISITANDO O BLOG Nº 08

            Olhando o blog cheguei na postagem do dia, 23 de outubro, https://mariangelamastalir.blogspot.com/2015/10/na-disciplina-de-alfabetizacao-tarefa.html , pude rever algumas ideias que escrevi sobre o método Consciência Fonológica.
            Esse ano,  estou realizando um curso on line das Boquinhas e pesquisei algumas ações que pudesse contribuir para aprendizagem dos alunos do primeiro ano com o qual trabalho. Mas o mais importante é o de qualificar meu trabalho, pois há na turma uma aluna com SD[1] que está repetindo o primeiro ano pela segunda vez. 
            Quando reli o que havia escrito sobre consciência fonológica, fiquei impressionada o quanto retrato vagamente sobre o assunto. Deixei de colocar que a fala diária do aluno, com muitos vícios de linguagem ou a pobreza do seu vocabulário podem influenciar o seu envolvimento nas atividades de ouvir o som e o repetir. O som da letra não é garantia de aprendizado. As crianças podem apresentar dificuldades. Elas tendem a mostrar problemas na hora de juntar as letras. A letra é somente um dos aspectos que a criança aprende.
            Lidamos com o vicio de linguagem que os alunos trazem  e tentamos mudá-lo e ao mesmo tempo praticamos a alfabetização trazendo que a maneira de falar deles está errada. É complicado quando o aluno traz jargões usados em casa par descrever situações corriqueiras da sua vida como o pai que está preso, o irmão que foi preso e a ausência da mãe. Na realidade eu não estou só alfabetizando o meu aluno, mas também estou sendo alfabetizada por ele e nesse caminho que nos encontramos que uso a consciência fonológica.
            A partir de uma perspectiva mais ampla, o desenvolvimento da linguagem depende da interação entre os sujeitos. O conhecimento linguístico vai se construindo desde o nascimento, nos diálogos e partilhas da criança com o adulto. Deste modo, é importante que no cotidiano escolar, haja estimulação e interação, no intuito de dar oportunidade aos alunos para ampliar a capacidade de comunicação oral por meio de conversas, discussões, comentários, relatos, músicas, escuta e reconto de histórias, como também jogos e brincadeiras.
Soares (2001, p.53) salienta que,
A criança aprende a escrever agindo e interagindo com a língua, experimentando escrever, ousando escrever, fazendo uso de seus conhecimentos prévios sobre a escrita, levantando e testando hipóteses sobre as correspondências entre o oral e os escritos, independentemente de uma sequência e progressão dessas correspondências que até então eram impostas a ela, como controle do que ela podia escrever, porque só podia escrever depois de já ter "aprendido".




Referência:
SOARES, Magda Becker. Alfabetização e letramento. 2. ed.São Paulo: Contexto, 2001.



[1] Sd – Síndrome de Down.

Nenhum comentário:

Postar um comentário