REVISITANDO
O BLOG Nº 08
Olhando o blog cheguei na postagem
do dia, 23 de outubro, https://mariangelamastalir.blogspot.com/2015/10/na-disciplina-de-alfabetizacao-tarefa.html
, pude rever algumas ideias que escrevi sobre o método Consciência Fonológica.
Esse ano, estou realizando um curso on line das
Boquinhas e pesquisei algumas ações que pudesse contribuir para aprendizagem
dos alunos do primeiro ano com o qual trabalho. Mas o mais importante é o de
qualificar meu trabalho, pois há na turma uma aluna com SD[1] que
está repetindo o primeiro ano pela segunda vez.
Quando reli o que havia escrito
sobre consciência fonológica, fiquei impressionada o quanto retrato vagamente
sobre o assunto. Deixei de colocar que a fala diária do aluno, com muitos vícios
de linguagem ou a pobreza do seu vocabulário podem influenciar o seu envolvimento
nas atividades de ouvir o som e o repetir. O
som da letra não é garantia de aprendizado. As crianças podem apresentar
dificuldades. Elas tendem a mostrar problemas na hora de juntar as letras. A
letra é somente um dos aspectos que a criança aprende.
Lidamos com o vicio de linguagem que
os alunos trazem e tentamos mudá-lo e ao
mesmo tempo praticamos a alfabetização trazendo que a maneira de falar deles
está errada. É complicado quando o aluno traz jargões usados em casa par
descrever situações corriqueiras da sua vida como o pai que está preso, o irmão
que foi preso e a ausência da mãe. Na realidade eu não estou só alfabetizando o
meu aluno, mas também estou sendo alfabetizada por ele e nesse caminho que nos
encontramos que uso a consciência fonológica.
A partir de uma perspectiva mais
ampla, o desenvolvimento da linguagem depende da interação entre os sujeitos. O
conhecimento linguístico vai se construindo desde o nascimento, nos diálogos e
partilhas da criança com o adulto. Deste modo, é importante que no cotidiano
escolar, haja estimulação e interação, no intuito de dar oportunidade aos
alunos para ampliar a capacidade de comunicação oral por meio de conversas,
discussões, comentários, relatos, músicas, escuta e reconto de
histórias, como também jogos e brincadeiras.
Soares
(2001, p.53) salienta que,
A
criança aprende a escrever agindo e interagindo com a língua, experimentando
escrever, ousando escrever, fazendo uso de seus conhecimentos prévios sobre a
escrita, levantando e testando hipóteses sobre as correspondências entre o oral
e os escritos, independentemente de uma sequência e progressão dessas
correspondências que até então eram impostas a ela, como controle do que ela
podia escrever, porque só podia escrever depois de já ter
"aprendido".
Referência:
SOARES, Magda Becker.
Alfabetização e letramento. 2. ed.São Paulo: Contexto, 2001.
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