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segunda-feira, 1 de outubro de 2018





ESTÁGIO

            Hoje recebi a ligação da SMED referente ao estágio na minha turma. Fiquei sabendo que o processo de liberação estaria trancado na SMA, mas assim como eu estariam mais sete ou oito colegas na mesma situação. Recebi a ligação às 11h 45min e foi sugerido de que se eu realmente desejava realizar o estágio na minha turma, poderia reduzir 20horas da minha carga horária e depois solicitar novamente.
Considerando esse conselho, conversei com a direção da escola e perguntei se poderia realizar o estágio na EJA assim estaria fora do meu horário de trabalho. A diretora prontamente respondeu que sim e na mesma hora retornei a ligação para a SMED e coloquei que realizaria o estágio na EJA nas T iniciais.
Fiquei um pouco desanimada, pois estava me preparando para estagiar na minha turma em função de poder realizar um estudo de caso com a minha aluna SD[1], mas o que estava me deixando mais inquieta era trabalhar com alunos da EJA onde o nível da minha experiência é zero, muito medo de não saber dosar o nível das atividades.
“Só na medida em que o exilado aprende a viver no novo contexto e a dele "sair", mas nele continuando na tensão da contradição dos dois contextos, o que o marcou e que ele trouxe no seu corpo consciente, dele molhado, é que lhe é possível ter, no contexto de origem, uma permanente pré-ocupação, jamais uma sombra inibidora do seu presente”. (Freire, 1995. P.9)


Referência:
Freire, Paulo,Por uma Pedagogia da Pergunta / Paulo Freire, Antonio Faundez. – Rio e Janeiro: Paz e Terra, 1985.




[1] SD – Síndrome de Down

sábado, 11 de novembro de 2017

No dia 10 de novembro foi realizada na sala de aula da turma A15 uma oficina sobre Material Dourado para os pais dos alunos. Nesse dia os alunos foram mestres e seus pais alunos.
E outubro, quando o material dourado foi apresentado aos alunos, mas antes pesquisei diversos materiais na internet sobre histórias que poderiam por meio do lúdico ensinar aos alunos o conceito de dezena, pois o conceito de unidade já estava trabalhando desde o inicio do ano.
O processo de alfabetização em Matemática é tarefa das series iniciais quando o aluno tem seus primeiros contatos com a Matemática escolarizada e deve ser um processo essencial a alfabetização na língua natural, afinal, tanto uma, quanto a outra são ferramentas fundamentais para a compreensão da realidade.
No livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro” de Edgar Morin, o autor coloca que na busca de conhecimentos que possibilitam eliminar o risco do erro, que se poderia considerar a repressão de manifestações de afetividade, mas chega-se à conclusão de que a afetividade pode fortalecer o conhecimento. Embora o desenvolvimento do conhecimento científico seja necessário para detectar os erros e as ilusões, é de fundamental importância reconhecer e eliminar as ilusões que advêm das teorias científicas. A educação precisa ensinar, no processo ensino-aprendizagem, a condição humana com base na razão, sem esquecer a afetividade, na emoção.

Fundamentada, nesse autor coloco que encontrei, durante minha pesquisa na internet, uma história muito prática e lúdica para explicar conceitos abstratos usando um material concreto. A história era: “A árvore do conhecimento” disponível em: https://pt.slideshare.net/macaquinhos/casa-das-unidades-e-dezenas





Durante os dias que anteciparam a oficina, os alunos trabalharam usando o material dourado em quatro etapas:
1.     Na primeira etapa, os alunos foram divididos em dois grandes grupos. Cada grupo recebeu material dourado e conversamos sobre o que cada uma das partes representava e valia;
2.     Na segunda etapa, os alunos foram separados em grupos de quatro onde os alunos deveriam usar o material dourado. Nesses pequenos grupos os alunos foram incentivados a explicar para os outros componentes do grupo como usar o material dourado e como fazer a representação;
3.     Na última etapa, os alunos em dupla e usando o material dourado representaram vários números e contas de adição com transporte. Após essa etapa marcamos o dia para os pais virem na sala e eles poderem explicar o que é e como usamos o material dourado.

Chegou o dia da Oficina do Material Dourado.
   Faltaram quatro pais, mas os alunos adotaram os pais de seus colegas que vieram em par. Foi muito interessante observar as expressões dos pais na realização da oficina e o mais importante os alunos sentiram-se muito a responsabilidade de ensinar outra pessoa.







Referência:
MORIN, Edgar. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão. In: Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. 5 ed. São Paulo: Cortez; Brasília: DF; UNESCO, 2002, p. 18-27. Disponível em: