Foi ótimo rever as colegas,
professores e tutoras. E como foi gostoso o retorno ocorrer com um piquenique
na UFRGS. Abraçar as colegas dar um sorriso para as professoras e tutoras poder
disser: Valeu agora faltam poucos semestres.
Mas no regresso tivemos a notícia de
que o professor Rafael estava deixando o curso em função de outros compromissos
profissional. Foi triste saber que uma das pessoas que me acompanhava desde o
início e que sabia das minhas dificuldades e facilidades estaria seguindo
adiante em sua carreira profissional.
Mas como no ditado popular “Quando
se feche uma porta sempre há outra aberta”, conhecemos a professora Simone Bicca Charczuk, que irá substituir o
professor Rafael.
Simone seja bem vinda!
domingo, 29 de novembro de 2015
Fiquei impressionada
com o vídeo publicado
em 28 de out de 2015
O vídeo mostra uma criança quebrando uma sala em uma escola. As imagens,
gravadas por funcionários da instituição, mostram um menino, que aparenta ter entre
seis ou sete anos, que aparentemente passa a quebrar cadeiras e a jogar os
materiais didáticos em cima das mesas no chão.
Analisando o vídeo o meu primeiro pensamento foi o que aconteceu para
que essa criança tivesse essa atitude? O que impediu que os educadores
assumissem uma postura de contenção?
Em nenhum momento visualizei uma atitude positiva dos adultos na cena em
mostrar para essa criança o quanto a atitude dele era inadequada já que ele
estava em uma escola, a qual ele pertencia, e que as dificuldades não são
resolvidas com agressividade.
Já tive um problema muito similar a este onde um aluno do jardim B, com
idade de 6 anos, em um momento teve um acesso de fúria e começou a jogar
objetos nos colegas. Minha atitude nessa ocasião foi de encaminhar a turma para
o pátio e solicitar o auxilio da direção da escola. A situação deste aluno foi
tão seria que quando ele saiu da sala ameaçou pegar uma faca e se cortar. Fechamos
as portas que davam acesso ao refeitório da escola. E, como medida, chamamos a
responsável pelo aluno que o encaminhou ao posto. O aluno foi encaminhado ao
Hospital de Clínicas e internado por dois meses.
A criança necessita que o adulto imponha de uma maneira tranquila e
aplique limites em suas ações. No momento do extravasamento da raiva, algumas
crianças precisam ser contidas em suas ações para poderem parar e conversar a
fim de poder esclarecer o motivo que o levou a tal atitude.
Pensando na disciplina de psicologia, considero se esse aluno do vídeo
possui algum vínculo com a escola ou com os professores ou se ele estava
passando por alguma dificuldade familiar que ele precisasse extravasar essa
agressividade. Considero isso, pois em função do meu aluno fiquei sabendo que
esse tinha questões de vínculo com sua mãe.
Como professora, entendo a postura
dos educadores, que o receio de machucar o aluno e ser acusado de agressão, o
que impera atualmente em nossa vida profissional, mas não posso deixar de
considerar que esse aluno é uma criança e como tal necessita de orientação
sobre suas atitude
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Na disciplina de alfabetização a tarefa sobre Consciência Fonológica me fez voltar no tempo quando tinha turma de A30, terceiro ano do fundamental, com alunos que ainda não liam, escreviam e nem realizavam contas simples de adição e subtração. Foram quatro anos de trabalho seguindo essa linha de trabalho.
Na escola que estou atualmente,
depois de trabalhar sete anos com turma de progressão, fui convidada a
trabalhar com uma turma A30 que os alunos ainda não estavam alfabetizados.
Pesquisando como alfabetizar alunos pelo som, descobri o método Consciência
Fonológica. Após muito estudar e trocar ideias com a supervisão e orientação,
decidi pedir, na primeira reunião com os pais, que os alunos trouxessem um
pequeno espelho. A cada letra apresentada eram realizadas atividades que
envolvesse a observação do formato (abertura) da boca e o som que saia ao
pronunciar a letra. Os alunos também começaram a observar que o som não era
igual ao “nome” da letra. Para auxiliar
no processo de alfabetização dos alunos, a cada letra apresentada além do som eram
apresentadas rimas ou músicas infantis associadas à letra e junto era realizado
uma dobradura. Durante uma aula os alunos resolveram fazer uma rima para
diferenciar o G do J. A rima era assim:
“O G faz
gggg (som da letra)
O J faz jjjjjjj
(som da letra)
Jiboia eu
escrevo com J
E girassol
eu escrevo com G”.
Os alunos ficavam
cantando essa rima cada vez que saiam de sala. Na realidade eles gritavam.
Outra atividades respeitando a sonoridade eram realizadas no pátio com o
objetivo de agregar o movimento do corpo ao som. Durante este processo partia
da letra dando todo este suporte fonético e depois partíamos para a sílaba,
frase e texto.
Com essa minha
experiência, acredito muito que a Consciência Fonológica contribui muito para a
alfabetização do aluno. O que analiso importante é que o aluno, que já
apresenta um vício de linguagem na sua oralidade, que traz para a escrita,
consegue desfazer quase todos esses vícios trabalhando a sua consciência
fonológica. Atualmente quando vejo esses alunos em turmas de B30 (sexto do fundamental), em turmas de C10 (sétimo ano do fundamental) penso o quanto pude contribuir para o avanço em sua aprendizagem.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
VISITA DO ESCRITOR CELSO SISTO NA EMEF JOÃO ANTÔNIO SATTE - PORTO ALEGRE/RS
No dia 02/10/2015 recebemos na EMEF JOÃO ANTÔNIO SATTE a visita do escritor Celso Sisto, por meio do Projeto Adote o Escritor. E por vários meses os professores e os alunos envolveram-se no mundo encantado das suas ilustrações e histórias, produzindo outras histórias, poesias, desenhos, e sentidos ! Nesta tarde os alunos tiveram a oportunidade de contar um pouco do resultado do trabalho a partir de suas obras.
Celso Sisto pareceu estar sentindo-se em casa. Ficou muito encantado com as produções dos alunos e adorou suas apresentações. Mas ele também encantou os aluno ao contar a piada doa velha, do macaco, da banana e da cozinheira.
Celso Sisto conversou com os alunos e respondeu perguntas!
Depois o escritor foi convidado a tomar o Chá das quatro ( referência ao livro do escritor- Chá das dez) onde autografou alguns livros e pode conversar com as professoras.
Está atividade foi maravilhosa. A turma em que sou volante trabalhou com o livro "Eles que não se amavam" e para representar a história, construíram uma ponte e colocaram os dois personagens no meio e em cada lado escreveram palavras positivas e negativas ( amor/ ódio; alegria/tristeza; outras).
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
DIA DAS CRIANÇAS
https://www.youtube.com/watch?v=tN1Q_9ETBJU
Nos adultos adoramos falar o quanto ser criança é muito bom. Afinal, a criança é alimentado, cuidada, tem suas necessidades e desejos supridos. É ser criança é como estar no paraíso.
Será?
Nem todas as crianças tem as suas necessidades básicas (moradia, alimentação, vestimenta, saúde) supridas e seus desejos são exatamente isso, desejos. Esse vídeo postado em 12 de novembro de 2012, mostra que ser criança não é tão fácil ou bom. Essa menina canadense em poucos minutos descreve muito bem o quanto, nos adultos, somos falsos e o que ensinamos as crianças é muito diferente do que fazemos.
Quando essa pequena canadense coloca o lhe ensinaram desde o jardim de infância é total mente diferente do os adultos fazem. A frase " faça o que eu digo e não faça o que eu faço" depois deste vídeo ficou muito claro o quanto ela descreve as ações adultas.
Pequena canadense infelizmente o tempo passou, mas as ações contraditórias que você falou no vídeo continuam as mesmas. Talvez, em um futuro muito, muito, muito distante as vozes das crianças se tornem mais fortes e passam a serem ouvidas no mundo inteiro.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Propaganda
e criança: lúdico ou lixo?
Quando li o texto Tudo, ao mesmo
tempo, agora! A vida urgente
das crianças contemporâneas de Mariângela Momo (UFRN) pude vero quanto a mídia vem a muito tempo manipulando a imagem de crianças com produtos vendidos. uma das imagens que muito me checou, foi da data de 1904 onde uma criança esta segurandoum revólver.
Conversando com algumas colegas na escola onde trabalho, EMEF João Antônio Satte, vimos o quanto a propaganda consegue tentar a
criança com suas cores e suas imagens e a aproximam de uma realidade
interessante e bonita fazendo-a desejar o que não possui e com isso, as imagens seduzem a criança fazendo-a acreditar que
sua vida poderá ficar melhor se possuir determinado produto.
Analisando a necessidade que os pais tem em deixar seus filhos em frente à televisão sabendo que seus filhos ficaram bem e que nada poderá prejudica-los. O que os pais não sabem é, que seus
filhos são bombardeados constantemente com propagandas envolvendo violência,
sexo e acesso a informações inadequadas a sua idade. Eles permitem
que seus filhos fiquem mais tempo nessa situação, ver televisão, do que na hora de estudo ou
de lazer. Isso faz com que as crianças não desfrutem mais esses momentos onde possam usar sua criatividade para construir seus
objetos de desejo como: , brincar na rua, confeccionar suas próprias bonecas,
fazer suas “comidinhas” com terra e barro, outros.
Mas a mídia não pode ser considerado como cruel ou
perigosa para a saúde e desenvolvimento da criança ela também possibilita acesso a informações que as crianças poderiam não ter como obter se não fosse por esse veículo. É
necessário separar e conhecer as possibilidades que a televisão tem de
contribuir para a aprendizagem da criança. Cabe aos pais se envolver nessa
formação e avaliar os programas que os filhos podem assistir considerando seus
valores e ideais e tentar auxiliar no desenvolvimento de um cidadão crítico capaz
de verificar se tal programa traz algo de valor para a sua vida, sendo a própria criança um agente de valores da própria educação.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Hoje estou postando uma imagem que me remete a alfabetização.
na disciplina de alfabetização estou considerando vários aspectos referentes a como se deu minha alfabetização. Eu tive dificuldades em ser alfabetizada em função de um acidente que tive com menos de 1 ano que o choque do tombo, cai da cadeirinha alta e bati a cabeça no chão, acabou deixando uma mancha roxa na minha testa e o mais preocupante foi que em função do choque parei de falar.para voltar a falar novamente, tive que frequentar uma fonóloga que ensinava vários exercícios desde de como manipular a língua dentro da boca como ficar em frente ao espelho e observar a maneira como mexia a boca. mas todo esse papo é para falar que hoje estou refletindo sobre como se dá a alfabetização e como, nos professoras, podemos auxiliar os alunos nesse processo extramente complicado para uma criança.