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sábado, 4 de novembro de 2017

   Durante o mês de outubro realizamos várias atividades referentes ao mês das crianças.  Algumas atividades foram postadas nesse blog e outras não por terem complementado as atividades em comemoração as crianças.
          Segundo Neto e Silva (2007) a palavra infância vem de En-fant que significa "aquele que não fala", isso podemos ver refletido sobre o processo de construção da infância na sociedade, onde observamos figura da criança como aquele que não tem capacidade de ser, estar e atuar por ser criança, ou seja, vista apenas como um ser moldado pelo adulto ou como um indivíduo sem valor, sem um espaço na sociedade, e isso decorre desde a sociedade medieval até tempos atrás, onde começa a mudar tais concepções e passa-se a ver a criança como um indivíduo pertencente ao meio social com sua cultura e seu modo de entender o mundo.
      Com o surgimento da televisão, temas ou assuntos antes guardados cuidadosamente pelos adultos, agora são apresentados para as crianças despudoramente. Uma vez que a informação torna-se incontrolável, família e escola perdem sua função de reguladores do desenvolvimento da criança que passa a conviver mais com a violência, ao sexo, às doenças, à morte, ao homossexualismo, ao consumismo, entre outros. Devido a esse novo acontecimento, as crianças tornaram-se semelhantes aos adultos.
              O autor Postman (1999) divide as etapas da vida em três fases, a saber: recém-nascidos, adulto - criança e senis. Assim, há uma fusão entre as etapas da infância e fase adulta, já que não há mais diferenciação entre as duas etapas.
Postman considera que se não há um conceito claro do que significa ser adulto, não tem como ser possível haver um conceito do que seja ser criança.
         Nos tempos atuais, a criança acaba perdendo sua infância, pois, cada vez mais cedo manuseia celulares, videogames, computadores, trocando as brincadeiras de rua pelo sedentarismo em frente à televisão, tornando-se, muitas vezes, obesa, deprimida, e até mesmo agressivaHoje a criança antecipa sua vida adulta cheia de responsabilidades, pois desde cedo está repleta de compromissos como, por exemplo, aulas de inglês, balé, violão, natação, assim com tantas atividades não lhe sobra tempo para as brincadeiras comuns da infância, como pular amarelinha, soltar pipa, pega-pega, pular corda, etc.
        Assim, o que fazer para que a criança de hoje não perca a sua infância? O importante é que família e escola incentivem a criança a buscar brincadeiras, jogos, atividades onde possa simplesmente ser criança. Respeitar sabendo que a fase da infância é muito importante para dar suporte a nova etapa do desenvolvimento.
           Considerando a infância, organizei para o mês de outubro um planejamento onde as crianças da turma pudessem experimentar atividades prazerosas e divertidas e para isso fizemos: 

·     Piquenique na ACOPAM, Associação dos Moradores do Parque dos Maias (1),
·         Teatro da  FIERGS para  assistir a peça O circo 
     (https://mariangelamastalir.blogspot.com.br/2017/10/hoje-dia-24-de-outubro-turma-foi-ao.html),
·         Brinquedos infláveis na escola 
·         Lanche especial na ASBR
·         Cabelo maluco
·         Culinária Bolacha Assombrada (),
·         Bolo da professora Claudia (2),
·         Passeio ao Acampamento Farroupilha
·         Jogo das palavras

Fotos:
(1)  ACOPAM
                    

2   4) BOLO





Referência:

NETO, Elydio dos Santos. SILVA, Marta Regina Paulo da.  Quebrando as armadilhas da adultez: o papel da infância na formação das educadoras e educadores. UMESP: 2007. p.1. Disponível em:


POSTMAN, Neil. O desaparecimento da Infância. Rio de Janeiro: Graphia, 1999. Disponível em:












terça-feira, 31 de outubro de 2017

      Uma dos maiores aprendizagens que pode ocorrer em uma aula de culinária para crianças é ela descobrir a origem dos alimentos, saber que o leite não vem da caixinha e que legumes e verduras crescem na terra, sob sol e chuva, pode despertar a consciência ambiental das crianças, bem como valorizar mais a preferência por alimentos naturais.
       Voltar a ter contato com o ciclo do alimento é cada vez mais importante, já que a urbanização e os processos de industrialização desvincularam o homem da terra. Deixamos de ter contato com os ciclos biológicos e animais mais básicos, o que também nos distancia de uma alimentação mais saudável.
      Em uma aula prática com receitas e identificação de alimentos, é possível estimular a leitura de instruções e rótulos, o crescimento do vocabulário etc. Da mesma forma, a aula de culinária também pode ajudar com o raciocínio matemático, por meio da soma de ingredientes, conhecimento sobre medidas, contagem de tempo e temperatura, entre outros aspectos.
      Além disso, professores estimulam, a partir de aulas de culinária, o aprendizado científico (origem e propriedade de ingredientes), geográfico (regiões e climas de produção de cada alimento), histórico (hábitos alimentares e sua relação com a cultura) e até mesmo artístico (criatividade e apresentação de alimentos). Ou seja, é um ótimo ponto de partida para diversos temas tradicionais.
       No dia 30 de outubro para entrar no clima de Helloween, a turma fez Bolachas Assombradas  decoradas. Essas bolachas foram divididas no lanche com a turma  A12[1]Os alunos fizeram suas três bolachas e depois foram até minha mesa onde explicava como a cobertura (açúcar de confeiteiro, água e corante comestível) deveria ser passada na bolacha e depois eles iam até a professora Jéssica e decoravam a bolacha usando os confeitos coloridos.







[1] A12 – Nomenclatura usada para definir o 1º ano do 1º Ciclo do Ensino fundamental.

        Baseada nessa proposta de culinária, que iniciou no dia do passeio a ASBR, onde as crianças conheceram o chef Anderson, o objetivo dessa atividade de culinária será o de promover no dia 31 de outubro no dia da Festa de Helloween, no turno da tarde, uma apresentação do 1º Master Chefinho na Escola. Para esse evento os alunos deverão preparar um prato de doce ou salgado, junto com suas famílias, e decorar com motivo de Helloween.
       No dia da apresentação as famílias poderão estar presentes, mas quem deverá falar e explicar o prato será o aluno. Além disso, o aluno deverá entregar a folha onde ele escreveu a receita e fez o desenho de como deverá ser a decoração do prato.
       Os jurados serão a diretora Zoila, a professora de teatro Hellen, a monitora Jéssica, o aluno Vitor, a orientadora do 1º e do 3º ciclos da Escola.
        Critérios a serem avaliados:
  •       Decoração criativa;
  •        Sabor salgado;
  •      Sabor doce.

        Os jurados escolheram como melhor:

    ·        Prato doce, o bolo de Lápide do aluno Diogo;
    ·        Prato salgado, o sanduíche em formato de fantasma do aluno Victor;
  ·   Prato melhor decorado, dos ovos com aranha de azeitona e três laranjas pintadas como abóbora da aluna Maria Júlia. 



Após o Master Chefinho, os alunos foram participar da festa que acontecia no Ginásio da Escola.







sexta-feira, 20 de outubro de 2017

      Na escola este ano optamos em realizar a festa das crianças dia 19 de outubro considerando que alguns professores estão em greve. Então, os brinquedos infláveis foram contratados para esse dia no turno da tarde.
         A turma foi convidada para vir à tarde participar desse evento.
      Nesse dia no turno da manhã trabalhamos sobre os brinquedos construídos por crianças usando material de sucata. O desencadeador desse trabalho foi que em algumas passagens do livro Quarto de despejo de Carolina Maria de Jesus, apresenta citações de crianças se divertindo com brinquedos feitos com material catado no lixão ou na rua.
        No dia 29 de setembro fizemos um levantamento de materiais que poderíamos usar para construir brinquedos. Listamos os seguintes materiais:
  • ·        Caixas de papelão de qualquer tamanho,
  • ·        Tampinhas de garrafas,
  • ·        Lã ou cordão,
  • ·        Palitos,
  • ·        Caixas de sabonetes, pasta de dente, de remédios, gelatina, outras,
  • ·        Caixas de isopor.

    Marcamos a ida a sala de informática para pesquisarmos diferentes brinquedos elaborados com material de sucata.

Sites visitados no dia 02 de outubro:



     Wallon defende o brincar e o brinquedo juntos como uma forma de estruturação do Eu da criança. Esse é um meio que possibilita a construção da personalidade. Quando se tem um espaço organizado para isso e a disponibilidade desse material, isso fundamentaria a fluidez das emoções e pensamentos, dando-lhe mais conhecimento para se desenvolver uma pessoa completa.
     











Construir brinquedos utilizando sucata é uma maneira simples e atrativa de mostrar às crianças que materiais que costumam ter como destino o lixo podem se tornar objetos úteis e interessantes. Além de desenvolver a criatividade, este tipo de atividade contribui para a percepção de valores importantes sobre a preservação ambiental e são fundamentais na formação de cidadãos ecologicamente conscientes e responsáveis.
       A turma se preparou e como marcado no dia 19 de outubro no turno da manhã, os alunos trouxeram materiais de sucata e cada um elaborou um ou dois brinquedos. A ideia é que eles deveriam dar um nome ao seu brinquedo e escrever como haviam feito que materiais usaram e se houve ajuda de colegas na sua construção.

Fotos:
                     




       Combinamos que os alunos levaram os brinquedos para casa no turno da tarde após o evento dos brinquedos infláveis.

           Fotos do evento do turno da tarde: brinquedos infláveis.

                    

                   
                                    
                                              

segunda-feira, 12 de outubro de 2015


DIA DAS CRIANÇAS



                                           https://www.youtube.com/watch?v=tN1Q_9ETBJU


Nos adultos adoramos falar o quanto ser criança é muito bom. Afinal, a criança é alimentado, cuidada, tem suas necessidades e desejos supridos. É ser criança é como estar no paraíso.
Será? 
Nem todas as crianças tem as suas necessidades básicas (moradia, alimentação, vestimenta, saúde) supridas e seus desejos são exatamente isso,  desejos. Esse vídeo postado em 12 de novembro de 2012, mostra que ser criança não é tão fácil ou bom. Essa menina canadense em poucos minutos descreve muito bem o quanto, nos adultos, somos falsos e o que ensinamos as crianças é muito diferente do que fazemos. 
Quando essa pequena canadense coloca o lhe ensinaram desde o jardim de infância é total mente diferente do os adultos fazem. A frase " faça o que eu digo e não faça o que eu faço" depois deste vídeo ficou muito claro o quanto ela descreve as ações adultas.
Pequena canadense infelizmente o tempo passou, mas as ações contraditórias que você falou no vídeo continuam as mesmas. Talvez, em um futuro muito, muito, muito distante as vozes das crianças se tornem mais fortes e passam a serem ouvidas no mundo inteiro.




quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Crescer e Perder


       Lendo o texto sobre O direito à tristeza (Contardo Collegaris) postado pela professora Fabiana de Amorim Marcello da disciplina Infância de 0 a 10 anos, fiquei refletindo o quanto educadores, pais e adultos, no geral, quando vemos uma criança triste tentamos sempre encontrar o motivo da sua tristeza e algumas vezes, no caso de aluno, sempre consideramos que algo de ruim deve estar acontecendo em casa ou em sua vida que possa estar provocando essa tristeza. É fácil considerar que a criança não tem nada que possa gerar uma tristeza afinal ela só brinca, estuda e tem suas necessidades e desejos realizados. Como então, pode essa criança, se sentir triste e desejar ficar sozinha não querendo dividir seus lamentos com os adultos.
        Realmente, quando adultos, esquecemos aqueles momentos de nossa infância em que ficávamos tristes, muitas vezes sem motivo aparente, e que ouvíamos dos adultos a nossa volta que não tínhamos motivo para tal tristeza.
        Mas tristezas todos sentem!
       Se o adulto deseja ficar sozinho para lidar com sua tristeza, alguns adultos explicam essa atitude desta maneira, por que a criança não pode? Quem determina o que devemos ou não sentir? Ou melhor, quem foi autorizado a determinar o que devemos sentir?
      Pensando nisso, é fácil questionar como podemos esperar que a criança cresça e não perceba que o mundo não é tão cor de rosa, como é colado constantemente pelos adultos, se quando crescemos vamos descobrindo que a vida é uma constante escolha que nos leva a ter contato com as inúmeras perdas que vamos sofrendo.
      Afinal, perda é perda e quando a criança tem que optar por sair com seus avós ou ir ao aniversário de um colega, ela se depara com uma perda que por mais que a situação escolhida seja boa vai produzir tristeza pelo que irá perder por não poder fazer as duas situações. E nessa ocasião, ninguém fala do que perdemos, mas que do que ganhamos. E perder nos deixa tristes por que sempre pensamos no que deixamos de ganhar, de ter ou de sentir.