CINEMA
DE UMA PESSOA SÓ – UMA VIAGEM POR TRÊS SÉCULOS
Por Gustavo Spolidoro – Diretor
Cinematográfico, Coordenador de Curadoria do Cine Esquema Novo, Professor da
PUC e Mestre em Comunicação Social
Nos
dias 06, 07 e 08 de setembro fiz um curso de cinema com Gustavo Spolidoro. Adorei poder rever alguns conceitos de
cursos anteriores que realizei.
No ano de 2010, com uma
turma de progressão produzimos um curta-metragem baseado nas obras de Charles
Chaplin e Renato Aragão. Esse curta e mais um documentário produzido em 2008,
possibilitaram que alunos que se sentiam excluídos na organização escolar
sentissem orgulho, pela primeira vez, de um trabalho elaborado e produzido por
eles.
Mas esse curso além de
possibilitar que eu revivesse esses trabalhos, tive a oportunidade de conversar
com um diretor de cinema sobre a probabilidade de poder montar um projeto de
Alfabetização Digital com alunos com dificuldades de aprendizagem e ou de
comportamento, mas que apresentavam conhecimentos em outras áreas, como na
digital. Esses alunos tiveram oportunidade de explorarem seus conhecimentos na
área tecnológica de forma positiva onde elaboraram um trabalho usando seus
recursos, celulares e câmaras, para produzirem um curta e um documentário e
assim expô-lo para seus pais, professores e alunos da escola.
Na revista Nova escola,
http://novaescola.org.br/conteudo/396/os-jovens-e-a-tecnologia,
há uma reportagem que descreve como os adolescentes
veem e utilizam a tecnologia pois é uma das poucas áreas em que eles apresentam
uma performance melhor que os adultos. Os jovens podem escolher ídolos,
inventar histórias ou conhecimentos favoráveis a si, mas distantes da
autoridade de seus pais e familiares.
Concordo
com a reportagem, mas eu creio que o jovem pode até em determinados momentos
ser um alienado do espaço ao seu redor, mas ele possibilita ou melhor faz a
ponte entre sua geração e a geração anterior. E esse conhecimento traz uma
fonte de poder que permite que o jovem se perceba maior e ou melhor do que seus
pais. Mas essa autoconfiança demasiada torna-se perigosa pois esse jovem não
consegue distinguir o real do irreal e acabam se expondo abusivamente em situações
comprometedoras ou uma exposição em uma grande escala. Afinal, a imagem lançada
na internet se não for estritamente planejada pode tornar-se avassaladora para
uma pessoa em formação.
Avalio
importante que esses jovens tenham oportunidade de explorarem essa tecnologia,
mas que seja de forma consciente e voltada para sua aprendizagem.
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