Ao ler os textos da tarefa da interdisciplinar da EJA
sobre alfabetização, acabei levantando algumas questões referentes à como se dá
a alfabetização com crianças dom Síndrome de Down. Como a criança escuta o som
das letras? Como acontece o raciocínio
referente à associação de imagens com a letra trabalhada? O quanto à criança necessita ser estimulada,
com reforço positivo, para memorizar o aprendido?
A
alfabetização não é um processo de memorização decodificação de palavras que
estão escritas em um papel. É um ato de conhecimento, que desenvolve
habilidades pedagógicas, e de análise critica do mundo, onde o alfabetizando é
sujeito ativo do e no processo de alfabetização (FREIRE, 1994, p. 163 apud
BORGES, 2016). É uma construção social que permite a ampliação das
possibilidades de vida e de liberdade humana. Ao mencionar liberdade, é
possível relacionar com o conceito empoderamento, um ato social e político que está
profundamente ligado com a conscientização.
O diálogo oportuniza uma intercomunicação, o que gera
a crítica e a problematização, pois os sujeitos que participam desse diálogo
podem, ou melhor, devem questionar replicar, avaliar, aprender e ensinar. Paulo
Freire coloca a palavra como mais que um meio para que o diálogo se efetue.
A palavra deve ser constituída de
ação e reflexão. Sem a ação, perde-se a reflexão e a palavra fica solta ao
vento, sem significado e com isso ela perde sua força e sua
expressividade. Por outro lado, quando a
ação fica sem reflexão, transforma-se em um mero reflexo sem sentido e sem
significado tornando-se obsoleta e desconectada do contexto.
Referência:
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três
artigos que se completam. 3. ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1983,
p.22.)
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