sexta-feira, 4 de maio de 2018


                 Ao ler os textos da tarefa da interdisciplinar da EJA sobre alfabetização, acabei levantando algumas questões referentes à como se dá a alfabetização com crianças dom Síndrome de Down. Como a criança escuta o som das letras?  Como acontece o raciocínio referente à associação de imagens com a letra trabalhada?  O quanto à criança necessita ser estimulada, com reforço positivo, para memorizar o aprendido?
                A alfabetização não é um processo de memorização decodificação de palavras que estão escritas em um papel. É um ato de conhecimento, que desenvolve habilidades pedagógicas, e de análise critica do mundo, onde o alfabetizando é sujeito ativo do e no processo de alfabetização (FREIRE, 1994, p. 163 apud BORGES, 2016). É uma construção social que permite a ampliação das possibilidades de vida e de liberdade humana. Ao mencionar liberdade, é possível relacionar com o conceito empoderamento,  um ato social e político que está profundamente ligado com a conscientização.
O diálogo oportuniza uma intercomunicação, o que gera a crítica e a problematização, pois os sujeitos que participam desse diálogo podem, ou melhor, devem questionar replicar, avaliar, aprender e ensinar. Paulo Freire coloca a palavra como mais que um meio para que o diálogo se efetue.
A palavra deve ser constituída de ação e reflexão. Sem a ação, perde-se a reflexão e a palavra fica solta ao vento, sem significado e com isso ela perde sua força e sua expressividade.  Por outro lado, quando a ação fica sem reflexão, transforma-se em um mero reflexo sem sentido e sem significado tornando-se obsoleta e desconectada do contexto.



Referência:
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 3. ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1983, p.22.)

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