“Quem teve a idéia de cortar o
tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze
meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o
milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade
de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente. ” (Cortar o tempo –
DRUMMOND)
Tempo
é algo indiscutível, mas não podemos viver sem ele. Aliás a nossa vida está intimamente
ligada ao tempo. Tempo para chegar na escola; tempo para aplicar o conteúdo na
turma; tempo para colocar as atividades do curso em dia; tempo, tempo,
tempo....
Mas
na escola o nosso tempo é medido pelo som da sineta ou da sirene, que lembra
uma fábrica outro fato estressante, e pelo número de períodos que atendemos os
alunos.
É
preciso observar que há possibilidades de organização e distribuição do tempo e
do espaço para efetivar de maneira significativa a aprendizagem dos alunos. Colocar
o quanto seria mais interessante ao aluno e, por que não ao professor, ter
salas informatizadas, aparelhos como projetor e outros que agucem o interesse
do aluno.
Mas
infelizmente, a ação pedagógica fez com que a construção do tempo fosse
internalizada, como uma tarefa, que se apresenta no concreto por seguir o
calendário civil e que fazer parte dos dados escolares como regimentos, normas
internas, fichas de alunos e professores, diários de classe.
Referência:
Poesia de Drummond:
http://eltonvaletavares.blogspot.com.br/2013/12/cortar-o-tempo-carlos-drummond-de.html

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