sexta-feira, 27 de outubro de 2017

                                             “A identidade étnica, Assim como a língua materna,                                                          é elemento de constituição da criança”. Diretrizes                                                           curriculares nacionais da Educação infantil – MEC, Brasil.


    Vivemos em um país em que uma maioria da população é composta por afrodescendentes. Entre os demais, a maior parte são brancos miscigenados (pardos, mulatos, sararas, outros conforme a nomenclatura popular). 
        Discutir essas relações étnico-raciais que construíram esse país, logo, deveria ser uma obrigação de todos os cidadãos, não importando sua origem ou etnia. Esses esforços de promover discussões com os alunos e até mesma pela sociedade é para que não apenas se somam na luta contra o racismo, como também na consolidação da democracia, da promoção da cidadania e no reforço à igualdade social e racial.                    Considerando que a escola é um local onde ela também se torna um dos espaços onde podemos e devemos trabalhar o movimento, a cultura e a história dos afrodescendentes do Brasil.
      De acordo com Trinidad (2011), para trabalhar a diversidade étnico-racial com as crianças, a família é primordial que os pais sejam informados sobre todas as atividades que serão realizadas com as crianças, os objetivos e principalmente a importância se sua participação, trazendo informações sobre a cultura que a criança tem em casa, a formação e os hábitos familiares, suas atividades de finais de semana seus rituais religiosos. Todas essas informações são ricas para serem consideradas na prática pedagógica junto à criança.
      Conversei com os pais a respeito do livro, Cabelo Maluco de Neil Gaiman e Dave McKean, que usaríamos para fazer um link com o trabalho étnico racial para o mês de novembro, ou seja, trabalharíamos os diferentes estilos de cabelos e que cada cabelo pode ser diferente e fantástico ao mesmo tempo. O objetivo do trabalho será de mostrar aos alunos que não há cabelo ruim, mas sim diferente assim como são as pessoas.
      O livro conta a história por meio de rimas e é cheio de ilustrações muito legais, com desenhos e cores tão malucos quantos muitos penteados por aí. Tudo começa quando uma menina chamada Bonnie encontra um homem com cabelos que ela nunca tinha visto antes.

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      Expliquei aos pais que ao avaliar o uso desse livro em função das meninas da sala que valorizam muito o seu cabelo cacheado deixando-o solto sem fazer chapinha ou prendendo-o.
     Após a leitura da história, conversei com os alunos referentes ao tema do livro.           Fizemos o levantamento de quantas coisas e objetos havia dentro do cabelo do homem. Perguntei se era possível haver um cabelo tão grande assim.

Aluno 1: Existe o cabelo da Rapunzel.
Aluno2: Não existe homem com cabelo comprido.
Aluno 3: Minha mãe quando acorda o cabelo dela parece um ninho de passarinho assim ... (aluna representa o cabelo abrindo ambos os braços).
Aluno 4: Tem gente que deixa crescer o cabelo e depois vende. Minha tia faz isso.
Aluno1: Tua tia é pobre?
Aluno 4: Não ela vende pras pessoas que não tem cabelo.
Aluno 2: Meu pai é careca e não compra cabelo.

     Resolvi interferir para explicar que algumas pessoas ficam carecas naturalmente e outras os cabelos caem por doença ou por algum remédio que tomaram. Mas nem todas gostam de comprar cabelo, peruca, preferem esperar o cabelo crescer ou ficar sem o cabelo. Nesse momento decidi mostrar várias imagens, de diferentes estilos de cabelo, que foram retiradas da internet.

 

                         

     Os alunos observaram que existem cores, comprimentos e estilos diferentes de cabelo.  Decidimos fazer uma sessão de transforme o seu cabelo, deixe-o maluco.










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