Inicialmente
a turma foi dividida em dois grupos. Um grupo ficou comigo e o outro grupo
ficou com a volante Jéssica.
Cada grupo recebeu quatro dados e em
cada face dos dados havia uma sílaba.
Piaget defendeu que a atividade
lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Elas não
são apenas uma forma de desafogo ou algum entretenimento para gastar energia
das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento
intelectual.
Jogando a criança experimenta, inventa, descobre,
aprende e confere habilidades. Sua inteligência e sua sensibilidade estão sendo
desenvolvidas. A qualidade de oportunidades que são oferecidas à criança por
meio de jogos garante que suas potencialidades e sua afetividade se harmonizem.
Dessa maneira, pode-se dizer que o jogo é importante, não somente para
incentivar a imaginação nas crianças, mas também para auxiliar no
desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas.
Antes de iniciar o jogo, foram estabelecidas
algumas regras:
1. Cada aluno, na sua vez de jogar, vai jogar os
dados e tentar montar uma palavra usando no mínimo dois dados e no máximo os
quatro dados.
2. Os colegas poderão ajudar.
3. A palavra tem que existir e ter significado.
4. O aluno vai ao quadro escrever a sua palavra e os
colegas devem copiar na folha entregue pela professora.
Depois de todos compreenderem as regras cada
grupo iniciou o jogo.
Para Vygotsky, "... é na brincadeira que a criança se
comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento
diário. A criança vivencia uma experiência no brinquedo como se ela fosse maior
do que é na realidade... o brinquedo fornece estrutura básica para mudanças das
necessidades e da consciência da criança".
Durante o jogo pude
observar o processo de elaboração das palavras em cada aluno.
Alguns alunos facilmente conseguiam
montar uma palavra sem o auxilio dos colegas e outros necessitavam que os
colegas o auxiliassem nessa elaboração. Isso caracteriza que cada aluno esta em
um nível de aprendizagem. Ocorreram algumas surpresas como a Evelyn que montou
sozinha uma palavra (SAÃOPO), mas se deu conta quando a leu que ela não existia
e reorganizou os dados e elaborou outra palavra (SAPO).
Referência:
Piaget
J. Psicologia e pedagogia. Trad. Lindoso DA, Ribeiro da Silva RM. Rio de
Janeiro: Forense Universitária;1976.
Wayskop
G. Brincar na pré-escola. 2ª ed. São Paulo: Cortez;1997.




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