terça-feira, 16 de outubro de 2018


Hoje convidei os alunos a pensarem sobre a frase:

·                                                      Qual a função da leitura e da escrita na minha vida?

Resolvi explorar essa frase colocando mais questionamento para eles pensarem.
·                            Qual será o seu significado dessa frase para cada um de nós?
·                            Será que todos nos dividimos o mesmo interesse por estarmos novamente na escola?
·                           O que leva uma pessoa a voltar a estudar?
Com essa última pergunta, meu objetivo é de que eles possam ter acesso aos meus sonhos e desejos relacionados ao ato de voltar a estudar.
Júnior colocou que a ele, Adline e Eric estão na escola para poderem conhecer o português e conseguir um bom trabalho. Impressionante Júnior colocasse como porta voz dos outros alunos haitianos.
João colocou que é importante a gente estar sempre disposto a aprender coisas novas.
Incentivei se eles poderiam perguntar para alguma pessoa da escola ou algum amigo a seguinte frase:

·                              O que mudou na tua vida com o ato de ler e de escrever?

Ficaram inseguros e resolveram que fariam com os colegas da sala. A proposta inicial não seria essa, mas como houve certa vontade de participarem resolvi embarcar nessa nova ideia e emprestando meu celular perguntei quem faria a primeira entrevista, nesse momento coloquei-me a parte do grupo, coloquei que eles poderiam realizar a entrevista entre eles, alunos, e a professora Lucimara que ficou o tempo todo na sala.
João pegou o celular e entrevistou Júnior:
_ O que tu que pra ti quando melhor teu conhecimento? Ficar rico? Acertar na lotérica?
Júnior – É uma maneira de fazer uma atividade melhor.
Júnior entrevistou a professora Lucimara:
_ Como você se sente conosco ai com tanta dificuldade? Por que nos ai haitiano entendemos um pouquinho, mas você como fica?
Lucimara – É um desafio constante Júnior. Na sala de aula cada aluno é um. Nunca vai haver o mesmo aluno por que cada um vai ter uma dificuldade. Mas por mais difícil que pareça a dificuldade do aluno eu sei que ele irá vencer.
Adline e Eric não quiseram fazer entrevistar ninguém.
Para que todos pudessem participar, pedi que cada um escrevesse no seu caderno, a atividade poderia ser realizada em dupla, quatro perguntas que gostariam de fazer para alguém.
Enquanto os alunos elaboravam as perguntas passava nas mesas e ia corrigindo inicio de frase com letra maiúscula e o ponto final e o de interrogação. Nesse momento fiz uma breve explicação sobre o ponto de interrogação qual a sua finalidade na frase.
Depois cada aluno respondeu a uma pergunta individual que escrevi em cada caderno.
Após o intervalo de 20 minutos, troquei a matéria passei de português para matemática. Passei algumas contas no quadro.
Observação:

Observei que em quanto não ocorre registro no caderno, os alunos parecem prontos para partir. Quando a proposta muda e eles passam a registrar no caderno as perguntas que fizeram oralmente e, quando passei a corrigir individual explicando repetidamente as mesmas normas gramaticais, pude observar que o aluno Júnior, que parece o “chefe” da turma, relaxou e tornou-se  mais receptivo as propostas.  E quando passei no quadro contas de matemáticas, envolvendo adição, subtração, multiplicação, o envolvimento maior por parte dos alunos. A matemática é uma linguagem universal.

“Quando apresentamos a expressão 2 + 3 para uma pessoa com um pouco de conhecimento matemático, qualquer que seja a sua nacionalidade, esta imediatamente percebe que estamos operando aritmeticamente, pela adição, duas quantidades e que o seu resultado é 5.” (ª  Helena Sousa Melo,Correio dos Açores/9 de Junho de 2016, p.18)


A Prof.ª  Helena Sousa Melo[1]  explana claramente o quanto que a barreira da comunicação (idioma)  apresenta dificuldade de compreensão e escrita, alunos haitianos, desmorona quando nas atividades de matemática não aparecem essa dificuldades de compreensão, mas a dificuldade de aprendizagem.

Reflexão:

A prática deve ser mostrada posteriormente ao estudo da teoria, pois através das aplicações matemáticas o jovem conseguirá observar a importância dos fundamentos matemáticos no cotidiano das pessoas e no desenvolvimento da sociedade. Temos sempre que frisar que a Matemática é uma disciplina universal. Ela está presente em diversas situações envolvendo cálculos numéricos, formas geométricas entre outras.” (Estudo Teórico e Prático na Matemática)

          A matemática é uma linguagem universal. Independente de onde nascemos e para fomos, as regras da matemática serão as mesmas. Os haitianos demonstram ter facilidade para a matemática. Penso que a atividade que envolva calculo matemático com ações do dia a dia, poderá ser mais significativa do que somente colocar contas no quadro. 
                

Referência:
           


[1] Helena Sousa Melo - Professora do Departamento de Matemática da Universidade dos Açores, Portugual.

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