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segunda-feira, 15 de julho de 2019


Hoje retomo a escrita no blog com a alegria de ter vencido a última etapa que me levará a formatura.
Fiz a apresentação do TCC no dia 08/7/2019.
Na banca estava presente o meu orientador Profo. Dr. Jaime José  Zitkpski, a tutora Profa. Ms. Luciane Oliveira Machado, o coordenador do curso Profo. Crediné Menezes e cinco alunas, além de mim, para apresentar o seu trabalho.
Fui a segunda a presentar e considerei o receio de não conseguir falar tudo o que me levou a escrever no TCC.
É muito bom ouvir dos professores presentes que o teu trabalho estava muito bom. Fica um sentimento de compromisso cumprido   e de um sonho cada vez mais concreto.
Falar de que esses quatro anos e meio foram tranquilos estarei sendo relapsa. Mas o que posso colocar é que nesses anos de estudo na UFRGS, tive contato com professores maravilhosos que fizeram analisar muito as minhas ações pedagógicas  que já praticava em sala de aula.
Alguns professores passaram como furacões, mas deixaram uma grande marca em minha essência de professora. Quando fala de professores também estou me referindo as grandes tutoras que acompanharam essa trajetória e que em alguns momentos deram puxões de orelha por estar saindo dos trilhos.
Tentei levar o que aprendi para a escola e incentivar algumas colegas, mas descobri que nem todos estão dispostos a aprenderem.
            Freire comentava que não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferente.
             Despeço-me desse blog como aluno, mas pretendo continuar a usá-lo como espaço de aprendizagem e de dividir minhas ações com outras professoras.



sexta-feira, 19 de abril de 2019


Comentário sobre  postagem do dia sexta-feira, 14 de abril de 2017


A reunião de pais é um importante instrumento de aproximação entre a família do aluno e a escola, e é fundamental para que os pais se aprimorem como educadores dos filhos e compartilhem com os professores e outros pais, as dificuldades, desafios e soluções da educação. As escolas brasileiras realizam reuniões em determinados períodos do ano para conversar com os pais sobre o desenvolvimento, comportamento e participação em dos alunos em sala de aula.
A LDB (Lei de Diretrizes e Bases-Lei 9.39496) deixa clara a importância da participação dos pais no ambiente escolar. “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana…”.
A família como primeira instituição social formadora da criança, também é responsável por promover o convívio social, o qual deve ter início no ambiente familiar. É necessário que família e escola caminhem juntas, com interação mútua, buscando se adaptar às mudanças necessárias, para uma eficácia na educação e no aprendizado.
O objetivo das reuniões é compartilhar interesses e missões tendo em vista os benefícios para o aluno. Além disso, auxilia os professores a compreender a realidade em que vive o aluno, para evitar julgamentos precipitados e com isso, gerar uma empatia educativa.
Além de os pais recebem orientações e esclarecem dúvidas, é firmada uma relação de confiança e cooperação com os professores. A escola deve abrir espaço para solucionar e buscar alternativas para uma melhoria na realidade escolar, e uma condução positiva dos possíveis problemas.
A reunião precisa se tornar um espaço de convívio entre os diferentes educadores como algo harmonioso, onde são tratados assuntos comuns a todos. A troca de informações é essencial para elaborar de forma conjunta uma solução aos maiores problemas escolar. Quando unidas e dispostas a oferecer o melhor aos alunos, família e escola podem promover mudanças significativas.

 "As reuniões devem ser momentos de integração em que os pais tenham oportunidade de conhecer sobre o que as crianças fazem e aprendem e em que os educadores respondam às dúvidas deles, criando um clima de debate e crescimento", afirma Sonia Kramer, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), no livro Com a Pré-Escola nas Mãos: Uma Alternativa Curricular para a Educação Infantil (110 págs., Ed. Ática, tel. 11/4003-3061, edição esgotada). 


Referência:
TIBA, I. Disciplina na medida certa. Novos paradigmas. São Paulo: Integrare. 2002 .17 p.


terça-feira, 20 de novembro de 2018



                  REVISANDO O BLOG Nº 03

                Visitando meu blog no dia 30 de dezembro de 2016, vi que a minha escrita referente ao Dia da Consciência Negra.


            Este ano por estar trabalhando com a EJA, abordei o assunto por meio de um vídeo de um gaúcho: Oliveira Silveira. Trabalhei com a questão de escravo x cativo; a visão de que a Lei Áurea libertou os escravos, mas os deixou preso a um sistema de dependência e de pouca valia que continua até os dias atuais. Trouxe aos alunos a história das bonecas Abayoni realizando oficinas no turno da noite e no turno da tarde.


Analisando o trabalho desenvolvido em 2016 e o trabalho deste ano pondero que do Dia da Consciência Negra, é o momento é de refletir sobre o preconceito e a desigualdade, em um país onde a população negra é maioria. Considero que o trabalho desenvolvido em 2018 trouxe aos alunos outra visão referente ao racismo e ao preconceito existente no Brasil que muitas pessoas consideram que não existe. Durante os debates realizados em aula com os alunos, discutimos o quanto esses dois tópicos são mascarados por subterfúgio que não evidenciam o racismo e o preconceito.


A grande maioria, do povo brasileiro, é racista e preconceituoso sim!


Em 2003, a Lei Federal nº 10.639 incluiu o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar, e tornou obrigatório o ensino sobre história e cultura afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio, públicas e particulares. O  idealizador do Dia Nacional da Consciência Negra foi o poeta, professor e pesquisador gaúcho Oliveira Silveira (1941 – 2009). Ele era um dos fundadores do Grupo Palmares, que reunia militantes e pesquisadores da cultura negra brasileira, em Porto Alegre.


Mas as pessoas ainda precisam rever seus conceitos e a maneira como trabalham esse assunto com seus alunos.







sexta-feira, 11 de maio de 2018


ALFABETIZAÇÃO COM CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN

Crianças com síndrome de Down apresentam dificuldade para escrever em função da hipotonia[1], ligamentos mais frouxos e falta de força nas mãos contribuem para isso. Considero que por causa dessa dificuldade é muito importante preparar a criança para a ação de escrever e de ler. Mas antes de escrever a criança deve ser estimulada com diversos materiais.
Após o período de sondagem, observei com a aluna com SD[2] não reconhecia seu nome, não identifica a letra inicial do nome como M de Mirela e seu interesse em aprender se resumia a observar e mexer no material dos seus colegas. Além disso, a aluna apresentava atitudes, fugir da aula e caminhar pela escola ou se dirigir para outro setor conforme a sua vontade, que reforçavam a necessidade de trabalhar limites. Foram necessárias muitas intervenções e várias conversas com a aluna sobre não sair da sala sem autorização da (o) professor e em relação ao material dos colegas não mexer. Trabalhar a palavra NÃO explicando o porquê do não.
Mas voltando as atividades após ler alguns materiais e conversando com uma colega da escola que tem um filho com Down, optei em usar uma bandeja com areia que recolhi do pátio da escola. Mas inicialmente, Mirela não gostava de colocar o dedo na areia demonstrava aversão à textura e ficava limpando o dedo constantemente na roupa demonstrando que a sujar o dedo a incomodava. Resolvi trocar a caixa, ou melhor, aposentei temporariamente a caixa de areia e resolvi investir na massinha de modelar de areia. Novamente Mirela apresentou aversão ao material. Para incentivá-la a usar esse material adquiri algumas forminhas de biscoito e um pequeno rolo de massa e ficávamos brincando de fazer biscoito para a mamãe e a vovó. Ela foi brincando e como agregamos alguns colegas que a incentivaram ela começou a aceitara manipular esse material. No texto que li para a interdisciplinar da EJA, Alfabetização – Leitura do Mundo, Leitura da Palavra – e Letramento: Algumas aproximações, aonde aparecem os princípios fundantes na alfabetização de adultos resgatei o 5º principio que coloca que “o diálogo como caminho de conhecimento deve caracterizar a prática da alfabetização” reforça qualificativamente o quanto se faz necessário à prática da conversa com a criança, independente de ter ou não Síndrome de Down, para robustecer positivamente a eloquência das conversas.
“As pessoas com SD, assim como as populações “normais” precisam de um ambiente que estimule a aprendizagem, proporcionando conhecimento significativo para seu desenvolvimento cognitivo. Por isso é de fundamental importância que as pessoas com essa síndrome frequentem, o quanto antes, uma escola de inclusão, para que não ocorra comprometimento no seu desenvolvimento global e no processo de aprendizagem” (ENSAIOS PEDAGÓGICOS, Revista Eletrônica do Curso de Pedagogia das Faculdades OPET– dezembro de 2015)

            Considerando a necessidade e obrigatoriedade da Mirela estar frequentando a escola vários ajustes na prática das ações pedagógicas foram sendo testados e adaptados e até mesmo readaptados, como os citados a cima, para inserir a aluna no contexto escolar sem discriminá-la ou reforçar o fato de ser uma criança NEE.

Caixa de Areia com vogais em EVA.


Com isso, atualmente Mirela já aceita usar a caixa de areia, tirei da aposentadoria, e ela com seu traçado ainda um pouco desorganizado, ela vai traçando as vogais, que já as reconhece e associa algumas palavras como A de abacaxi, E de elefante, I de índio, O de ovo, U de uva. Ela sempre lembra quando fala as palavras que  gosta muito de comer ovo, abacaxi e uva. Ela reconhece as vogais e conforme o dedo vai traçando as letras na areia, vai nomeando as letras e associando-as as palavras e objetos como já citado.

Referência:
Hipotonia. Disponível em:
Gollo de Moraes, Mariléia. Alfabetização – Leitura do Mundo, Leitura da Palavra – e Letramento: Algumas aproximações. Disponível em:
O processo de alfabetização do aluno com Síndrome de Down na escola inclusiva nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Disponível em:




[1] Hipotonia é um termo médico que pretende caracterizar a diminuição do tônus muscular.
[2] SD – Síndrome de Down.

sexta-feira, 27 de abril de 2018


Imagine que você é a professora da nova escola do menininho e responda as questões.


Analisando que esse aluno apenas executa ordens imposta por autoridade externa; é instruído e ensinado pelo professor agindo um elemento que somente ouve, decora e obedece.
Minha primeira tarefa será de incentivá-lo a explorar o mundo à sua volta, fazendo  com que perceba que sua aprendizagem vai muito mais além do que simplesmente memorizar conceito e regras; é preciso que o aluno apreenda a dar o próximo passo, ou seja, ter suas próprias ideias. É importante que o aluno possa expor suas ideias, que busque em suas experiências articulações com novas ideias ou integrá-las ao seu conhecimento prévio.
Todo trabalho deverá ser prático, portanto, direcionado na construção de ligações nesse processo.
Em meu planejamento busco atividades que atraem a atenção e a concentração do aluno.
Trabalhando com uma turma de A10[1], uma das ações desenvolvidas na turma é entregar a atividade e pedir que os alunos descubram o que deverá ser feito. Os alunos adoram e ficam conversando entre eles dividindo suas hipóteses. Essa ação dura entre 1 a 2 minutos. Ao final do tempo, paro e escuto o que eles deduziram e, quando falo o que devem fazer, os alunos ficam felizes.
Desejo que meus alunos percebam o quanto eles são capazes.
A melhor maneira de marcarmos positivamente o aluno é fazermos atividades que passem pelo lúdico e que captem a imaginação levando-o a pensar nas atividades já realizadas e a relacionar com as novas.
Essas atividades são desafios que incentivam o aluno a pensar e o socializar o que considera importante.
      Na realização das tarefas com minha aluna SD[1], procuro atividades que sejam lúdicas, prazerosas e estimulantes.

No período da Páscoa, foram realizadas várias atividades envolvendo o coelho como:
·        Música Coelhinho da Páscoa;
·        Brincadeira do ovo podre e do coelho sai da toca;
·        Atividades envolvendo as palavras coelho, cenoura, ovo, bolo, chocolate;




          Mirela participou de todas as atividades no seu ritmo e as realizando do seu jeito. Mas na atividade de confeccionar bolinha de papel e  colar na trilha até chegar no coelho ela prontamente sentou e ficou esperando sua folha da atividade e a folha de papel crepom.

[1] SD – Síndrome de Down







[1] A10 – turma do 1º ano do 1º iclo

sexta-feira, 20 de abril de 2018


Alfabetização e Empowerment Político - Síntese da Síntese


Ao pensarmos e analisarmos o termo Empowerment, consideramos que ele parte da ideia de dar às pessoas o poder, a liberdade e a informação que lhes permitam tomar decisões e participar ativamente da organização social.

No texto "Alfabetização e a Pedagogia do Empowerment Político", de Henry Giroux, traz à ideia de que a alfabetização e a ampliação de conhecimento, dos valores e as práticas sociais, devesse ser prioridade na luta por uma sociedade democrática.
A alfabetização no método Freire não é simplesmente uma habilidade técnica, mas deve ser compreendida como um projeto político no qual, homens e mulheres possa garantir o seu direito e a sua responsabilidade não apenas de ler, compreender e transformar suas experiências pessoais, mas também, de reconstruir sua relação com a sociedade.

Nos trabalhos de Freire muitas relações foram usadas para explicar as situações da educação brasileira em uma época aonde o pensar diferente ou o atrever-se em buscar um pensamento crítico e analítico tornava esse individuo um ser contrário ao poder na época.

Para Freire o diálogo é um elemento de suma importância no processo educativo, ou seja, o aluno ou educando aprenderá com maior facilidade se sua aprendizagem estiver mais embasada em sua realidade vivida. Para os indivíduos não alfabetizados, as barreiras são enormes, pois as pessoas que detém o poder, estão constantemente construindo obstáculos que dificultam, impedem ou que limitem que o conhecimento ou as trocas de ideias entre os sujeitos envolvidos nesse processo aconteçam com maior facilidade. Além disso, a escola e o educador devem assumir uma grande responsabilidade no intuito de que os alunos consigam compreender a dimensão mais profunda do processo de aprendizagem. A intervenção deve acontecer no ato consciente do processo de ensino-aprendizagem, momento em que o educador crítico questiona os alunos para que eles percebam a dimensão das coerções sociais que estabelecem as assimetrias entre os sujeitos que detêm ou não o poder. Assim, os alunos assumem uma postura crítica quando entendem como e o que constitui uma consciência do mundo, já que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Isso porque a consciência do mundo se constitui na relação


Fonte de referência:

GIROUX, Henry.Alfabetização e a Pedagoia do Empowremente Político. In: FREIRE, Paulo e MACEDO, Donaldo. Alfabetização:Leitura da palavra, leitura do mundo.