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sexta-feira, 21 de junho de 2019


Revisitando o blog em 18 de junho de 2018


TRABALHANDO COM A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

            O interesse em compreender a complexidade do processo de aprendizagem da leitura e da escrita, bem como a partir de observações que tenho feito durante a minha trajetória como professora alfabetizadora, impulsionou-me a buscar aprimorar meu entendimento sobre o assunto, visto que temas como consciência fonológica e concepções de língua e de linguagem são premissas fundamentais para um trabalho aprimorado com as competências linguísticas na alfabetização. Trabalhar com a consciência fonológica com uma aluna com SD[1] foi muito importante, pois pude avaliar os passos usados e verificar os pontos positivos e negativos desse trabalho.
            Quando trazemos à criança novas possibilidades de como apoderar-se do mundo letrado, estamos possibilitando que ela crie uma simbiose com o processo. Essa aluna fez no decorrer do ano letivo de 2018 um grande desenvolvimento.
            Desde deste ano, tenho um estagiário de inclusão na sala que acompanhou, e acompanha todo esse trabalho desde 2018. Durante uma conversa ele colocou o quanto seria importante que a faculdade de letras juntasse a teoria com a prática de sala de aula. Ele está conseguindo visualizar como se dá o processo da aquisição da escrita e da leitura por meio desse método por estar trabalhando em uma turma de primeiro ano.
            Trago novamente a mesma ideia do texto: CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA: RELAÇÕES E IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA
 “A outra perspectiva são as situações lúdicas e jogos com palavras que permitem a exploração da dimensão sonora e gráfica. As crianças brincam com as palavras sem que para isso tenham que treinar consciência fonêmica ou famílias silábicas. Os jogos com palavras fazem parte das práticas de leitura e de escrita do dia a dia escolar.”
           
            O lúdico está e sempre deverá estar inserido no trabalho de alfabetização, pois é por meio dele que os alunos vão desenvolvendo suas potencialidades.
            Portanto, a importância da consciência fonológica se insere no fato de preparar a criança para o processo de decodificação da língua por meio do estudo de grafemas, sons, sílabas e palavras, a partir de uma concepção mais dialógica e aberta sempre a novas descobertas e reflexões. Neste sentido, o sucesso dos primeiros passos da leitura e da escrita, depende inclusive, de um determinado nível de consciência fonológica adquirido anteriormente pela criança, seja de maneira formal ou informal e que inicia com a oralidade.




[1] SD – Síndrome de Down.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018


REVISITANDO O BLOG Nº 05

    Revisando o blog em 2017, encontrei a postagem do dia 19/08/2017 https://mariangelamastalir.blogspot.com/2017/08/encontro-com-escritora-wanda-queiroz-no.html  ,  onde relatei o encontro que tive com a escritora Wanda Queiroz que escreveu o livro O menino dinossauro.. Fiquei refletindo o quanto tentei promover o encontro da escritora com os alunos da A15 desse ano e a dificuldade que enfrentei com a direção da escola, colegas e principalmente com a agenda da escritora.
            No ano de 2018, quando assumi a biblioteca no turno da manhã em função da aposentadoria de uma colega e a licença prolongada de outra colega. Ao assumir a biblioteca pela manhã e a colega que assumiu a biblioteca pela tarde, conversamos com a direção que gostaríamos de remodelar o espaço, pois consideramos que ele não era  atraente pelo olhar das crianças e dos adolescentes.
            Porém o que mais incentivou a mudança no espaço da biblioteca foi à frase do aluno Luiz da turma A32 falou: “Essa biblioteca é morta! Ela não tem vida.” A frase do aluno descreveu a biblioteca e o quanto ela estava desgastada na sua estrutura antiga.
Assim com esse novo olhar da biblioteca, consegui com incentivo da direção trazer a escritora para passar o dia na escola onde ela interagiu com os alunos de A10 até B30. Sendo que nessa última turma, os alunos tiveram uma conversa sobre o ato de escrever e como a escritora descobriu que gostava de escrever.
Magda Soares (1999, p. 20) coloca,
“(...) Já o estado ou condição de quem sabe ler e escrever, isto é, o estado ou condição de quem responde adequadamente às intensas demandas sociais pelo uso amplo e diferenciado da leitura e da escrita, esse fenômeno só recentemente se configurou como uma realidade em nosso contexto social (...)”.

            Foi prazeroso ver os alunos de B30 (entre 13 e 15 anos) ouvindo com muita atenção a fala da escritora. Durante 1h30min. Os alunos, em torno  de 120 alunos, sentados em colchonetes, em cadeiras e em bancos fizeram um extremo silêncio e quando a escritora contou a história do Menino Dinossauro e no final entregou um dinossauro de EVA para cada um dos presente, foi impressionante a expressão de felicidade no rosto dos alunos. Um menino pediu para tirar uma foto com a escritora e na hora a acionou no seu face.


Referência:
 SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. São Paulo: Autêntica 1999.p. 20.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

TRABALHANDO COM A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

            No dia 27 de abril de 2018, minha aluna com SD[1]descobriu que ao colocar sua mão no meu pescoço ela poderia sentir as vibrações quando eu repetia a palavra. Sua atenção quando estava aprendendo as vogais ficou muito centralizada na letra A. Tudo era essa letra para a aluna. Quando apresentava outra vogal ela sempre falava primeiro que era a letra A.




Por considerar que era necessário que a aluna tivesse a possibilidade de escutar outras palavras que iniciassem com as vogais fui apresentando várias imagens diferentes para cada vogal sempre reforçando o som de cada vogal inicial das palavras. Fui buscando palavras que possuíssem imagens e que tivessem significado para a aluna.

A – AVIÃO, ANEL, ÁRVORE, ABACAXI, ÁGUA, ABACATE, ABELHA;
E – ELEFANTE, ESCOVA, ESCADA, ESPELHO, ESMALTE;
I – ÍNDIO, IOIO, IOGURTE;
O – OVO, OLHO, ORELHA, ÔNIBUS, ÓCULOS;
U – UVA, URSO, UNHA.

            Foram usados diversos materiais diferenciados para que a aluna pudesse “sentir” as letras com o seu corpo. Usei uma caixa de areia onde a aluna reproduzia a letra apresentada oralmente visualmente na areia.
Além dessa atividade foi usada a música das vogais onde a aluna e seus colegas usando o corpo reproduziam as vogais. Essa atividade foi realizada com a música do Grupo Trii com a música A E I O U. Ela adorou poder fazer os movimentos e falar o som das vogais.
Outras atividades foram sendo inseridas conforme a caminhada da aluna.

Usando o jogo o som das letras, a aluna tinha que identificar à letra correspondente a gravura apresentada e depois de outra maneira ela deveria identificar à gravura correspondente a letra.




            No texto: CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA: RELAÇÕES E IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA, concordo com a  seguinte ideia:

 “A outra perspectiva são as situações lúdicas e jogos com palavras que permitem a exploração da dimensão sonora e gráfica. As crianças brincam com as palavras sem que para isso tenham que treinar consciência fonêmica ou famílias silábicas. Os jogos com palavras fazem parte das práticas de leitura e de escrita do dia a dia escolar.”

          Quanto mais introduzirmos o lúdico no ato de aprender maior será o significado desse processo para a criança. Conforme fui adaptando as atividades para o nível de compreensão da aluna, pude constatar que ela aprecia e demonstra maior significado quando essas atividades vêm por meio de ações pedagógicas por onde permeia o lúdico.

          Esse trabalho apresentou resultado no dia 20 de junho quando a aluna ao realizar uma atividade de ligar a vogal ao desenho a realizou tranquilamente identificando o desenho e sua letra.








[1] SD – Síndrome de Down.

            



Referência:
Grupo Triii. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IFm3SRDPZ60
CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA: RELAÇÕES E IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA. Disponível em: