segunda-feira, 18 de julho de 2016

Êta aula boa!!! – 03

Hoje os alunos da turma A23 realizaram uma atividade usando massa de modelar.
Parece uma atividade corriqueira de massinha, mas o objetivo dessa atividade foi o fechamento de atividades anteriores onde os alunos usando primeiramente o dedo contornaram as linhas tracejadas nas folhas. Em seguida, usando um lápis realizaram o contorno das linhas. Nessa ação não podiam levantar o lápis da folha.
Para encerrar essa atividade foi usada a massinha de modelar. Nessa obra, os alunos primeiramente brincaram formando vários objetos. Logo após essa brincadeira gostosa, os alunos fizeram “cobrinhas” com a massinha e cobriram as linhas. A regra era respeitar os limites das linhas sem passar ou deixar sobrar.

      

       
                                                         Figura 1 Fotos dos trabalhos nas Linhas Tracejadas.




Postado pelo dia  20/5/2016.


Etâ aula boa!!! – 02

            Hoje. 03/6/2016, foi dado início ao trabalho das linhas tracejadas com as turmas A20 da escola onde trabalho.
            No dia de hoje, após entrar na sala com a turma A21 coloquei no quadro os traçados (circular e reto) e o caracol. Depois de ter desenhado todos os traçados os alunos foram convidados a reproduzirem esses movimentos no ar. Logo após, combinamos como eles fariam esses traçados no chão. A turma desceu para a área e após todos terem sentados, combinamos que a turma faria uma vez e que depois de todos terem ido iriam repetir e seriam filmados pela supervisora.
            Durante a realização da atividade, alguns alunos surpreenderam pela intensidade da sua concentração.

 









   Figura 1 foto do Relatório da atividade das Linhas tracejadas no pátio.



     


  Figura 2 Foto das Linhas tracejadas que foram pintadas no chão do pátio da escola.






Figura 3 Foto da caminhada de aluno nas linhas tracejadas.


            Brincar é importante para o desenvolvimento sócio afetivo da criança. Quando a mesma está brincando, ela inicia um processo de socialização que auxiliará na evolução da sua aprendizagem cognitiva. Ambas, afeto e cognição, são parceiras uma não ocorre sem a outra. Essa atividade apresenta essa ligação muito adequadamente, ou seja, o brincar está auxiliando na aprendizagem da escrita.


Postado pelo dia 13/5/2016.


Êta aula boa – 01


                Trabalhando em uma escola pública como volante de turmas de A20[1],sentei com outras duas professoras volantes de A20 e começamos a escrever um planejamento para iniciarmos o trabalho preparatório da letra cursiva. Ao elaborarmos esse planejamento, começamos a pesquisar a passagem da letra script para a letra cursiva.
            Partimos da questão de como as crianças entenderão que o que estaremos lhe ensinado é importante se ela não perceber que há uma mensagem na realização das tarefas?
            Lendo o que Maria Aparecida Domingues coloca em seu livro de que a criança ao se sentir recompensada na sua avaliação, de que fez algo certo, seu prazer poderá estimulá-la a apropriar-se desse novo conhecimento mesmo que ele possa acontecer inicialmente por meio de brincadeiras. Mostrar para a criança que ao brincar ela também aprender é desconstruir o que muitos adultos, pais e professores sempre colocam quando falam “ Pare de brincar e vá estudar”!
            Analisando que crianças que estão no estágio operacional concreto, http://penta.ufrgs.br/~marcia/estagio2.htm#eoc, podemos considerar que o sujeito, criança, é importante no seu próprio processo de aprendizagem. Esse processo estabelece a interação da criança com o seu objeto de aprendizagem e como ela faz uso dessas informações.
            Voltando ao planejamento, pensamos que algumas crianças apresentam defasagem em sua aprendizagem e que, se necessitam de auxílio para poder apropriar-se de algo novo poderíamos, por meio de brincadeiras e jogos possamos incentivá-las a sentir que são autoras de sua própria caminhada em sua aprendizagem. Passam a ser e a não a ter sujeitos em sua plenitude como pessoa.
            No planejamento consideramos essencial colocarmos corpo (afetivo / motor) e mente (cognitivo) nas atividades. Iniciaremos com linhas tracejadas no chão do pátio da escola com traços circulares, retos, subidas e descidas e traçados das letras (l, c, u, a).
       Logo após, as crianças deverão passar o movimento realizado no pátio para o papel usando folhas. Nessa ação deverão usar lápis, massa de modelar, lã e outros matérias que a auxilie a compreender esse movimento.
            Outra atividade será a de todos os dias realizar movimentos circulares com o pulso no momento de relaxamento após o recreio e, além disso usar a própria mesa para fazer as linhas que serão desenhadas no quadro.
            Combinamos que as crianças deveram ser trabalhadas que a letra cursiva é uma letra desenhada e que quando a fazemos devemos realizar movimentos calmos e devagar para que o desenho da letra seja mantido. Outra ação planejada foi de conversar com a professora de artes para que ela pudesse trabalhar com as crianças sobre o desenho das letras.
            O planejamento iniciará no mês de junho onde neste mês as crianças iniciarão com o trabalho das linhas tracejadas, depois iremos colocar logo após a data com a letra script a mesma data com a letra cursiva. Inicialmente faremos em conjunto com as crianças letra após letra. O próximo passo será escrever cada palavra sem levantar o lápis da folha, logo após as crianças serão desafiadas a escreverem palavra por palavra da data sozinhas, com o acompanhamento da professora, para então chegarmos no processo delas poderem escrever a data sozinha. As crianças que precisarem de auxilio serão ajudas, mas sempre incentivadas a tentarem escrever sozinhas. Concomitantemente serão incentivadas a usarem o caderno de caligrafia para ajuda-las no desenho das letras cursivas.
            No mês de agosto consideramos, que após o recesso de julho, poderemos retomar tais atividades realizando a Semana da Letra Cursiva. Essa ideia será planejada na penúltima quinta-feira do mês de julho que será no dia 07/7/2016.
           



[1] A20 – Nomenclatura dada as turmas do segundo ano do Ensino Fundamental.



Postado pelo dia 06/5/2016.



           


                 Vida andarei, eu sei....

            Hoje faz duas semanas que a letra Bastão foi trocada pela letra script.
Ao caminhar ou folhear uma revista ou livro, a criança percebe que o mundo utiliza diferentes estilos de letras: Bastão, Script e Cursiva. E, na literatura a letra que mais é usada, como padrão, são a letra maiúscula/minúscula de imprensa e, ou de forma. É muito importante que a criança que está sendo alfabetizada, seja exposta, num primeiro momento, a esse tipo de letra para que possa identificá-la nos livros, gibis, revistas, placas, etc., que poderá encontrar fora do contexto escolar e que, estabeleça relação com a aprendizagem em sala de aula.
Nessa nova etapa da sua aprendizagem, cada professora referência entregou um alfabeto com as letras Maiúsculas e minúsculas.
Partindo do livro O aniversário do Seu Alfabeto, livro explorado pelas professoras referências para trabalhar com o alfabeto com as letras maiúsculas e minúsculas, levei as crianças no laboratório de informática e lá elas puderam usar jogos de quebra cabeça e de decoração de festa de aniversário.

Jogo Bolo da Hello Kity



Bolo da Hello Kitty




Jogo quebra cabeça do Aniversário da Mônica

Aniversário da Mônica



            No retorno à sala conversamos sobre a festa que aconteceu na escola no dia 07/4 do aniversário do Seu Alfabeto. Cada criança colocou o que achou da festa que adoraram os presentes que trocaram entre si e a chegada do Seu Alfabeto que ficará na sala e que poderão levar para passear em suas casas.
            Logo após a conversa as crianças organizaram um texto coletivo de como preparar uma festa de aniversário.
            Encerro expondo a foto do aniversário do Seu Alfabeto e com as mascotes de cada turma das A20.



postado pelo dia 29/4/2016.





                                                        Música na Escola

           Eu sempre me considerei uma pessoa sem musicalidade alguma. Sempre tive vergonha de cantar em público em função de considerar a minha voz muito estridente. Mas quando conheci os professores da interdisciplinar Música na Escola, fiquei empolgada em sair cantando e até comecei a associar algumas ações do planejamento de sala com música. Claro que não sei tocar nenhum instrumento, mas sei bater palmas muito bem e descobri recentemente que tenho um aluno que toca pandeiro muito bem.
            A música está sempre a nossa volta e ela faz parte da nossa vida como o ar que respiramos. Tudo bem que em nossa vida não é um filme onde a cada cena há uma música adequada, mas quem não lembra uma música que tenha marcado sua infância?
            Quando eu era pequena, tinha três músicas que passavam na televisão que até hoje eu lembro e volte e meia canto para meus alunos e sobrinhos (as).






  Nascemos, crescemos e tornamos adulto e os sons continuam a provocar reações que evocam memórias e pensamentos, comunicam, provocam sensações, emocionam e movimentam.  A música tem o poder de dar significado ao que sentimos. lembrar de minha infância  automaticamente me remeto a essas canções que dão uma sensação de proteção e  família.
             Mas quando a criança chega no Ensino Fundamental parece que ocorre uma ruptura com a música. É difícil escutar a música com a mesma intensidade que podemos escutar na educação infantil.  Pois bem, se a música faz parte de nos seres humanos então porquê não há professores de música em todas as escolas? É mais fácil encontrar professor(a) de artes plásticas do que outra especialização nas artes.
            Considero que seja uma defasagem no currículo brasileiro embora haja uma lei sancionada pelo então Presidente Luiz Inácio da Silva, Lei n. º 11.769, que vê como obrigatoriedade o ensino de música nas escolas regulares, mas infelizmente não há o cumprimento dessa lei por falta de professores qualificados.



postado pelo dia 22/4/2016.
IMPORTÂNCIA DO BRINCAR



O momento da brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento para a criança, ao brincar ela aprende, experimenta o mundo, possibilidades várias relações sociais, constrói sua autonomia e aprende a lidar com suas emoções. O brincar passa a ser a linguagem da criança.
No vídeo, https://www.youtube.com/watch?v=HpiqpDvJ7-8, Kishimoto apresenta a expressão Cultura Lúdica, cujo significado é o conhecimento especifico das crianças que brincam. Ela traz para a criança um arsenal de informações que facilitará a sua interação com seus pares. E, a atividade de brincar, é estruturada conforme o significado cultural ao grupo no qual a criança está inserida.
A criança não nasce sabendo o significado do brincar, mas vai aprendendo conforme vamos possibilitando seu contato com diferentes materiais e objetos que ela vai testando e comparando e com isso construindo sua rede de informações. Isso vai formando a Cultura Lúdica.
Na interdisciplinar de Ludicidade, brincamos e pudemos observar o quanto o brincar está enraizado dentro do individuo que ao ser convidado para fazer uma brincadeira simples de criança, inconscientemente revive seus momentos prazerosos quando criança e sem necessitar de muitas explicações antecipa o que deve ser realizado. Isso é a marcar da nossa Cultura Lúdica.
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Referência:

 Fonte: http://www.univesp.tv.br/site/program... - download 26/08/2011


Postado pelo dia 15/7/2016


domingo, 17 de julho de 2016

TROCANDO A LETRA






            Nessa semana início o trabalho de troca da letra Bastão pela letra Script.
            Durante o mês de março trabalhei, juntamente com a professora referência, a troca da letra Bastão pela letra Script. Essa troca deu-se de maneira tranquila e natural. Foi apresentada para as crianças a letra minúscula.
            As letras minúsculas foram colocadas no quadro ao lado da letra Bastão (A/a, B/b, etc.) e as crianças puderam visualizar todo o alfabeto com letras maiúsculas e minúsculas. Mas antes de chegar a este estágio, a turma trabalhou o livro o aniversário do senhor alfabeta com a professora referência[1] onde as crianças tiveram o primeiro contato com as letras minúsculas.
A aprendizagem acontece porque o aluno ama o mundo e por ele cede espaço e tempo para o professor ensinar. Com essa postura, o aluno abre mão da sua vontade pela vontade do professor em ensinar. E cabe ao professor orientar o aluno em direção ao seu objeto de prazer, o conhecimento e, esse deve ser guiado de maneira lúdica e interessante para que o aluno não perca o interesse em aprender. E nessa relação, que se caracteriza muito pela afetividade, vão acontecendo muitas possibilidades que envolvem a aprendizagem afetiva e cognitiva. Nesse espaço de aprendizagem dinâmico e prazeroso, o aluno transfere naturalmente ao professor o afeto que ele sente pelos seus pais ou pessoas próximas.
‘ [...] Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. “(Freire, p.13).


Se o professor não se apaixonar pelo que está propondo as crianças, como esperar que esta se apaixonasse por uma ação difícil e muitas vezes penosa e aproprie-se desse novo conhecimento, porque todo ser humano é curioso e sendo assim, o aluno com sua curiosidade natural sentes se autorizado a aprender. Logo, Eu, indivíduo, aprendo quando aquilo que me ensinam é significativo para mim.
Trocar o estilo de letra para uma criança em processo de alfabetização é o mesmo que solicitar que um mecânico se aproprie, de um dia para outro, do saber fazer de uma esteticista.  Considero que quanto mais a aprendizagem for tratada como uma relação de parceria entre os envolvidos maiores será a apropriação do aluno.
E baseando-me nesse pensamento o trabalho envolvendo a troca de letra, que para as crianças é difícil, pois saem da sua zona de conforto e avançam em outra desconhecida, deve ser o mais natural e ativo possível a fim de que ela possa sentir-se tranquila nessa nova etapa da sua aprendizagem. Procurando tornar o mais simples essa passagem de uma letra à outra.

                

REFERÊNCIA:
Freire, Paulo, 1921 – A importância do ato de ler: em três artigos que se completam, São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.





[1] Professora referência é como chamamos a professora titular da turma.

postado pelo dia 08/4/2016.